Hoje vou ao aniversário da Carla, não sei quem é, amanhã tenho jantar de despedida do Manel, sei quem é, e, para o fim de semana,
o worst case scenario é ir almoçar, no domingo, à Swazilândia.
Os meus amigos em Lisboa é que têm sorte. Todos os dias, casa – trabalho, a mesma rotina de sempre. Sabem com o que contar. Aqui, não estou a saber para onde me virar. Um dia uma coisa, outro dia outra… sempre alguma coisa. Os meus amigos em Portugal é que a sabem toda… saudades!
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Numa reunião que estive a moderar hoje fui surpreendido com a presença do mestre radiofónico da K FM, este mesmo, e de uma apresentadora de televisão. Chato. O pior foi o almoço. Fui com a Ana à Cristal. Na verdade, o almoço não foi o pior. O pior é estar a trabalhar depois de uma dose de ameijoas, Arroz de Marisco, Bife à Cristal e Mousse de Maracujá. O que eu gosto de mousse de maracujá…
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Fui à varanda fumar um cigarro apanhar ar e no parapeito estava um pavão.
do Lat. pavone
s. m., Ornit.,
ave galinácea, de linda plumagem;
fig.,
pessoa muito vaidosa.
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Os meus amigos, os que estão por cá, vieram, há dois e três anos, por três meses. Só conheço um que veio por seis meses e não ficou. Esse está em Timor…
Se isto valer de alguma coisa…
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Ontem fui ao “Franco”, Centro Cultural Franco-Moçambicano. DocKanema
Alguns dos documentários do programa já vi, o Mondovino, por exemplo, comprei há uns meses, mas há outros que não quero perder.
‘O banqueiro dos humildes’ é um deles. Este documentário traz a história de Muhammad Yunus. Vale a pena conhecer. Há uns anos, numa conferência da AIESEC, na Finlândia e Suécia, ouvi-o falar da sua vida. É impressionante a força que transmite, mas, melhor ainda, é saber que é possível.
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Há uns anos, a Rádio Santiago de Sesimbra tinha, como provavelmente muitas outras rádios locais, um programa de discos pedidos com dedicatórias de amor. Na verdade, o programa parecia mais de discos perdidos. Porque não deve haver gravações disso posso dizer que uma vez liguei para lá. Quatorze anos, teria eu, e uma paixão por uma rapariga que nunca vira na vida. E ainda não havia internet… Admito que a minha dedicatória estava a anos luz das que são utilizadas por aqui, mas, caríssimos, rimava!
De ontem, fresquinho, um pouco da K FM… A recordar bons e velhos, muito velhos, tempos.
escolher-te foi obra dos meus olhos
lembrar-me de ti é obra da minha mente
gostar de ti é obra do meu coração
e o resto vai ser obra do destino
Titos para Yolanda
De todas as esperanças em amores depositadas
o teu foi o que teve mais crédito
mensagem de Elias para carla
mando beijinhos para a Judite apesar de que ela não gosta de mim… eu a amo mesmo assim…
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Os portugueses que conheço, ou pensava que conhecia, amigos de longa data, dizem-me que hoje está um frio desgraçado. Eu ando na rua de camisa, sem casaco, sem frio. Sinto-me deslocado. Vai acontecer o mesmo quando o calor a sério chegar. Nessa altura só eu estarei no inferno.
Demoro dois minutos a pé de casa ao escritório, mais trinta segundos se quiser ir a casa do Orlando. O grande transtorno é chegar a casa do fred. É preciso pegar no carro e andar uns valentes quatro minutos. Até há três dias investia cerca de noventa minutos diários no trânsito. Vida dura, de facto.
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O Sol quando nasce, afinal, não é para todos. Aqui troveja e chove torrencialmente.
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Tarde de churrasco em Marracuene e a descoberta da Maputo que existe para lá dos prédios de betão. Às dez horas da noite a estrada está cortada e desviamos para o centro de um dos bairros que rodeam a cidade. O carro, a 20km/h, segue por um piso que vai intercalando entre areia, muita areia, pedra e mais areia até chegar de novo ao asfalto. A cada 200 metros existem quatro paredes com uma aparelhagem, bebida e muita gente a conviver junto à entrada, na rua. Obras na praça dos combatentes, diz alguém que, depois de 15 minutos as escuras, reconhece onde nos encontramos. “Devíamos parar e beber um copo”. “Não somos bem vindos”, avisam. Um mundo que não nos pertence? Talvez. É um caminho por onde muitos passam e poucos param. Só o tempo parece ter parado. Ainda assim, gostava de uma 2M em Xiquelene.
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Aqui, no aeroporto, ponto de partida. De tudo. Para tudo. Fui.
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Amanhã de manhã esperam-me no aeroporto.
O fim de semana vai ser na macaneta.

A partir de segunda-feira começa o trabalho.
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