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O Fred perdeu o DIRE e precisou de ir à PIC buscar uma declaração. Nada feito. Não tinham toner. Entretanto, ontem perguntei se havia Häagen-Dazs por aqui – Não, há melhor! – e hoje ao almoço fui fazer o teste ao Polana. É bom, mas melhor teria sido não ter estado à espera no Polana Hotel enquanto a Ana fazia o mesmo no Polana Shopping.

DIRE = Direito de Identidade e Residência para Estrangeiros
PIC = Polícia de Investigação Criminal

condução

Os primeiros dias são os mais complicados, mas nada de grave. Numa das vezes abri a porta do carro, sentei-me e quando olhei para a frente não tinha volante. Estava no banco errado. A condução faz-se bem desde que não seja instintiva. Em momentos mais relaxados, descontraídos, ainda dou por mim a conduzir em contramão. Sempre que alguém buzinava a minha primeira reacção era pensar “o é que fiz agora?”. Deixei de ligar quando percebi que apitam por tudo e por nada e que, depois de conduzir em contramão, é difícil fazer pior. Desde há uns dias, poucos, comecei a não parar nos semáforos à noite. Era o único a parar. Ainda não fui assaltado e começo a pensar que ando com sorte.

A lista de blogues voltou ao mesmo. Entretanto, não se deixem enganar

Get Firefox!

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Macaneta (33)

11 horas consecutivas de 24 podem criar sérios problemas psicológicos

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Fomos em direcção a Marracuene, onde já tínhamos estado num churrasco, até chegarmos ao batelão. A viagem é à distância de um cigarro.

Há muito que deixei de actualizar as ligações aos outros blogues. Desde que passei a utilizar o bloglines que deixei de utilizar a lista que aqui tenho e, por essa razão, resolvi trocá-la pelo meu blogroll do bloglines. A outra questão está relacionada com o número de blogues que fui subscrevendo. Neste momento são mais de 180 e já percebi que não vai dar para acompanhá-los a todos. Seleccionei os que costumo ler e são os que aparecem no blogue. Os restantes continuam lá. Novos irão aparecer. E esta lista irá sendo actualizada ao sabor das leituras que for fazendo. Aparece no bloglines, aparece no blogue. Simplifica.

A lista já aí está, mas ainda não como quero. O meu conhecimento de CSS ainda é limitado…

Lembro-me de chegar ao pátio da primária e de ver as minhas colegas a ensaiar coreografias com a música da novela da noite. Eu não via. Na mesma altura em que passava a Guerra dos Sexos eu ja estava a dormir. Até há uns tempo nunca soube que guerra era essa. Descobri sem nunca ter visto a novela. Tarde demais, penso.

disclaimer

Maputo

Vénus

Estou apaixonado, bem sei. Não é daqui. Aqui, quanto muito, apaixonamo-nos por algumas horas, uma hora de cada vez. Eu não, que já estou apaixonado. Sei que ao escrever isto há-de haver quem não consiga perceber que é mentira tal como há-de haver quem não duvide que é verdade. Mais do mesmo. A verdade é que estou, por muito grande que seja a mentira.

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Depois da festa de ontem é altura do rescaldo. As noites só acabam no dia seguinte. Almoço na Feira, n’O Coqueiro’. Dos dois pratos do dia, feijoada de marisco ou chango estufado, escolho o outro. O ementa traz um glossário que, no entanto, não ajuda na escolha.

– O que é chango?
– É carne de caça.
– Mas é o quê? Gnu?
– Não. É chango.
– Ah, ok. Sabe mesmo a chango…
– Daí o nome…

Afinal escolho chango. Não fico mal servido, mas não consigo tirar os olhos da feijoada. As chamuças não estavam más, a água estava fresquinha.
Seguimos para a 24 de Julho ver os novos Mitsubishi L200. Importação do Japão. 99.9% do parque automóvel de Maputo deve ser importado, por indianos, do Japão. Não faço ideia, mas 99.9% parece-me ser um número razoável. À porta do stand, encostados ao muro, encontram-se 4/5 jovens a lavar sapatos. Um deles tem um tubo de cola com que vai tentando corrigir algumas imperfeições. Tarefas bem divididas num um processo tailorista invejável. A dois metros, junto à estrada, 20 ou 30 pares de sapatos estão expostos.

– Aqui vende-se tudo. São remessas do outro mundo.

O mundo de que me falam é o nosso. As remessas, dizem-me, são aquelas que não é suposto virem parar a uma banca de venda ambulante. Mas não há banca. Os sapatos estão no chão. Ali ao lado, alheado de todo este processo, um jovem vende copos de água a quem passa.

– Começam o dia com o garrafão congelado. Custa-lhes 10 contos, 30 cêntimos de euro.

Aqui vende-se de tudo.

Não há Internet em Maputo. Mentira. Há, mas limitada. Não consigo ver mail nem aceder ao ftp da empresa. O messenger não faz login. O firefox não abre todos os endereços. Abre este. Nem tudo está perdido.

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