Xiquelene
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Tarde de churrasco em Marracuene e a descoberta da Maputo que existe para lá dos prédios de betão. Às dez horas da noite a estrada está cortada e desviamos para o centro de um dos bairros que rodeam a cidade. O carro, a 20km/h, segue por um piso que vai intercalando entre areia, muita areia, pedra e mais areia até chegar de novo ao asfalto. A cada 200 metros existem quatro paredes com uma aparelhagem, bebida e muita gente a conviver junto à entrada, na rua. Obras na praça dos combatentes, diz alguém que, depois de 15 minutos as escuras, reconhece onde nos encontramos. “Devíamos parar e beber um copo”. “Não somos bem vindos”, avisam. Um mundo que não nos pertence? Talvez. É um caminho por onde muitos passam e poucos param. Só o tempo parece ter parado. Ainda assim, gostava de uma 2M em Xiquelene.