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Piscina do Maritimo (39)

Piscina do Maritimo (38)

Começa hoje o “verão amarelo” da mCel. Na praia, com entrada gratuita, um grande concerto. No “Domingo” uma das notícias de capa informava que o cantor gabonês Oliver Ngoma não iria actuar. Haverão outros. Hoje, e durante do verão, músicos nacionais e internacionais vão animar o país. Hoje, Maputo foi à praia.

Conversa*

– Fui tomar o pequeno almoço ao Jardim dos Namorados
– Com quem?
– Não interessa
– Espero que tenhas levado um livro. Mais vale do que ires sozinho.
– Não estava sozinho. Precisava de pensar.
– Em quê?
– Em ti.
(…)
– Pensaste o quê?
– Que não quero voltar ao jardim sozinho.

*que poderia ter acontecido

Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada na dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra
Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu
Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalala
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Oh velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia.
Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!

José Craveirinha

A recordar a Ilha de Moçambique há cerca de um ano. Os quatro dias que lá passei coincidiram com as festas e a noite encheu-se de batuques que alimentavam danças em cada esquina. tambor ecoando como a canção da força e da vida

A história nunca muda. Outro aniversário, jantar, franco e depois lounge. Já é dia quando regressamos, de taxi, a casa. O almoço de hoje foi na Costa do Sol e, não sei se com digestão feita, regressámos ao Cottage para o jantar. Preocupa-me que o tempo passe ao ritmo das refeições. Amanhã almoçamos na Macaneta.

em casa

Varanda de Casa (11) Varanda de Casa (10)
Varanda de Casa (12)

Ela: Amanhã é o dia do solteiro
Eu: Ainda bem. Já não convenço muita gente com o dia da criança. Além disso, está aí uma coisa que dava jeito. Uma solteira.
Ela: Sim, as relações não podem ser com casados, comprometidos ou solteiros há pouco tempo. Não resulta.
Eu: O problema é que os solteiros ou solteiras que valem a pena nunca o são por muito tempo.
Ela: Estás a brincar? Eu sou solteira há bastante tempo…
Eu: Pois… aí está.

Depois de um breve silêncio, entre gargalhadas, minhas, claro, tive de repor a verdade.

Eu: Nunca foste solteira.

A verdade é que a conversa não foi bem assim, mas poderia ter sido. Tal como eu sou solteiro, também ela, mas poderíamos não ser. O problema resume-se à concordância verbal.

Apontamentos

O almoço foi no Cottage. O pouco tempo que dei a esta vida permite-me desconfiar de um padrão nestes almoços. Depois de outra noitada na quinta, a esta não fui, almoça-se. No Cottage o melhor “value for the money” parece estar no naco na pedra e no filete à cottage. O meu t-bone não fez história. A melhor mousse de chocolate parece ser no escorpião, mas a do Manjar dos Deuses também é boa. Quando há, como a manteiga.

Sesimbra

Na RTP Internacional conversa-se com uma fotógrafa canadiana. O pretexto, entre outros, é uma exposição sobre sesimbra. Imagens de pescadores, a preto e branco, beijos apaixonados. Faina de uma outra vida.

Dúvida .33

Se te trocasse as voltas, voltarias?

É verdade Fred, o Bauer não espera porque só tem 24 horas. A minha questão é, será que nós temos mais?

Agenda

Instituto Camões – exposição de Rui Pimentel (a aproveitar o facto de ser a um minuto a pé de casa).

Para o fim de semana prevê-se uma ida à Inhaca, à foto aí de cima.

sexta-feira

No fim de semana escrevi algumas palavras acerca dos dias anteriores. Seria mais um post nos rascunhos que mais tarde ou mais cedo seria apagado.

Na sexta-feira fomos jantar à feira. O jantar foi óptimo com entrada de amêijoas seguido de espetadas de marisco. Já só conseguir acenar ao camarão grelhado e há quem diga que houve sobremesa. Mais um mito. Ninguém consegue comer tanto. Esse, contudo, nem foi o maior problema. Alguns dos animais com quem jantei, felinos da pior espécie, gostam de whisky. Tu sabes como o whisky me faz mal, especialmente no dia seguinte.

Como não trouxe máquina fotográfica tive de me agarrar à máquina da Patrícia, mas ela ainda não disponibilizou as fotos. Melhor assim. É que depois do jantar ainda fomos ao Coconuts é melhor não saberes que para o pequeno almoço foram dois hambúrgueres gigantes e meio frango piri-piri. Esquece.

Sábado estivemos a tentar reconstituir a noite na esplanada do Delmar. Ali mesmo ao lado do Miramar. Não conheces. Conseguimos, junto à areia da praia, à sombra, de óculos escuros e com 1L de coca-cola, passar um bocado maningue nice. Depois, casa. Sofá. Televisão ligada e segunda série do 24.

Jantar de Despedida do Manuel
(“roubei” esta foto no Cores de África, da Patrícia. A máquina era dela, mas o fotógrafo fui eu. Ela não se deve importar. Se quiserem ver mais fotografias de Moçambique não deixem de passar por lá. Este fim de semana foram a Chidenguele… inveja!)

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