desculpe?!
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– Desculpe, posso fazer-lhe uma pergunta indiscreta?
Quando, às oito horas da manhã, uma rapariga, cuja beleza tinha estado a apreciar, discretamente, nos últimos 10 minutos, nos atira com uma pergunta destas à cara é caso para questionar onde acaba o sonho e começa a realidade. Porque, até àquele instante, só em sonhos eu tinha estado com ela.
– Sim, claro.