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Bilene

A montagem está um bocado ordinária, bem sei, mas já pedi ao Fred para tratar disso.

Ele há-de fazer.

Jantarada na Costa do Sol

Depois do sismo de ontem, hoje, comemos e bebemos como se não houvesse amanhã.

Como se não houvesse amanhã, nunca fez tanto sentido…
(na verdade, faz sempre todo o sentido…)

Maputo - MCel e Vodacom

Já começou o trabalho. O Verão está quente, já esteve mais quente, mas continua mais quente que o verão mais quente de Portugal. Ou quase. É amarelo, dizem. Ando com um UL250 no bolso, mas, caros, nem tudo são boas notícias.

A primeira má notícia é a do forte tremor de terra de ontem. Devia ter vindo um dia mais cedo. Um dos portugueses que por cá está foi de cuecas para a rua. Eu estava no avião. Foi pena. Dizem que vamos ter réplicas. Não sei. Sei que existem réplicas desta notícias desde manhã, mas ainda não houve nada. (Informação sobre o sismo no Ma-Schamba).

A segunda má notícia é que já não parecem existir assaltos à mão armada à porta de casa. Depois de nós, mais ninguém foi assaltado. Lixa-me o facto de ter perdido o sismo e de já nem poder recear o cano reluzente de uma pistola apontada à cabeça.

Maputo - AlmoçoAmanhã por esta hora já estarei de calções e t-shirt à conversa com uma 2M ou Laurentina, que nestas coisas não gosto discriminar, procurando desvendar alguns dos porquês da vida. Porque não mandar vir mais uma dose de camarões, por exemplo. (foto: Setembro 2005, Maputo, Miramar)

A partir de amanhã, e durante 15 dias, vou estar com amigos de cá, lá, Fred e Orlando, Ana Rita, Vigas, … Daqui vou com ele para uma semana de trabalho e diversão. Da Polónia juntar-se-ão três cabeçudos para mais diversão que trabalho. Quero ir ao África, na quinta-feira. Numa quinta-feira, que nesta não me parece que seja possível. Sábado e domingo é no Bilene. Domingo à noite temos derby. Nada mais está planeado.

Amanhã o blogue passa a ser escrito a partir de Maputo, com mais intermitência, mas com sabor a férias, apesar do trabalho. Os mais de 30ºC têm de servir para alguma coisa.

Maputo
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a caminho das chocas
Ilha de Moçambique
Setembro 2005

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Terraço da casa do Gabriel a beber uma 2M
Ilha de Moçambique
Setembro 2005

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Ilha de Moçambique
Setembro 2005


O kruger é isto: animais fora de portas. Durante os dois dias em que conduzimos pelas estradas do parque vimos os seguintes animais: galinhas, impalas, macacos, bucks, abutres, zebras, girafas, worthogs, elefantes, rinocerontes, hipopótamos, búfalos, avestruzes e um magnífico leopardo. Quanto a leões, ficámo-nos pela intenção.

No final do primeiro dia dormimos aqui…

e jantámos aqui.

Restaurante português, música de cabo verde, comida moçambicana.

Quando, no segundo dia, o carro parou junto a um grande grupo de animais não ficámos muito satisfeitos. Sem gasolina, pensámos. Temos tempo, arriscámos. Afinal, o avião seria só as 21h30.

A sorte, ou azar, ditou que fosse eu, de boleia, buscar cinco litros de combustível. Voltei, passados 45 minutos, no jipe de um Ranger do parque para verificar que, qualquer que fosse o problema do carro, não era falta de gasolina. Tudo isto depois de, com o Ranger, ficar uns minutos e empurrar o carro para ver se pegava. O facto de leões caçarem ali na zona não parecia incomodá-lo. Eu pensei: ele é ranger. ele sabe o que faz. leões? dois dias e não vimos nenhum… qual a probabilidade de um deles surgir de mansinho e querer trocar dois dedos de conversa?... O carro não foi muito longe connosco a empurrar.

O avião, para todos os efeitos, continuava a ser as 21h30.

Com o jipe, puxámos o carro até Crocodile Bridge, uma das portas de entrada no parque, e, que nem marujos, prendemos as amarras e, de um salto, ficámos a respirar novo ar. Terra firme. Fora do carro, fechámos as portas com estrondo para reparar que a chave tinha ficado na ignição. Cá fora, nós e um telemóvel no bolso. Terra firme? De repente tudo à volta se transformou num imenso pântano de areia movediça. Quando mais nos mexíamos mais nos enterrávamos.

O ranger, herói da estirpe de Cordell Walker, apercebendo-se do amadorismo com que lidavamos com a situação, não hesitou e lançou-se de cabeça na busca de ferramentas que o ajudassem a abrir a porta. Dez minutos volvidos e rodeavam o carro meia dúzia dos mais conceituados arrombadores de portas do Kruger Park. Um autêntico festim. 45 minutos depois estávamos na posse das nossas malas, passaportes, maquinas fotográficas e dinheiro para os copos.

O avião, esse, continuava as 21h30. Nós continuávamos sem carro e a nossa boleia estaria a caminho de Maputo para nos levar ao aeroporto. Confirmámos a hora do voo. 20h30. As boas notícias não paravam de chegar.


Cada vez mais enterrados no pântano em que tínhamos entrado, fomos para a esplanada gastar rands e observar pássaros. Duas horas de pura adrenalina. O resto da história não tem grande interesse. Foram várias latas de cerveja e duas garrafas de Amarula. Conseguimos passar a fronteira. Chegámos ao aeroporto e apanhámos o avião. No caminho, pedimos ao Fred a Ana Rita que nos levassem as malas e ao Carlos que lá fosse deixar o portátil. No avião, sentámo-nos por trás do Eduardo e do Gonçalo e viemos a viagem toda a conversar.

Para quem tinha acordado a pensar em dar uns mergulhos na piscina do Polana durante a tarde, o dia tinha-se revelado ligeiramente diferente.

Paladar Moçambique Mozambique Ilha de Moçambique

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