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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

A primeira festa popular de que tenho memória é a ‘Festa da Luz’, organizada todos os anos em Sampaio, junto a Santana, antes de chegar a Sesimbra. Depois dessa, outras surgiram por entre as memórias que o tempo, com mais ou menos dificuldade, vai apagando: Estoril, Mondim de Basto, Lisboa, Porto, Lamego, Ponte de Lima, …

Neste momento, a XXIX Feira Nacional do Cavalo está a recuperar o fôlego dos primeiros dias e a preparar-se para atingir o auge no próximo fim de semana. Na Golegã comemos farturas, encontramos castanhas ao virar de cada esquina, bebemos água pé e abafado e, como não podia deixar de ser, cruzamo-nos amiúde com cavalos montados por amazonas e cavaleiros trajados a rigor.

Por lá passa quem monta cavalos próprios, quem monta os cavalos dos outros e quem nunca se atreverá a montar um pónei que seja. A esta festa todos vão.

Estive lá

Namora-se, casa-se, vive-se e, muitas vezes, separa-se em antecipação à morte. E continua-se a viver.A questão não é se há vida depois da morte, mas que vida há depois do fim.

Para o melhor, e para o pior, foi eleito.

Pela primeira vez, abstive-me.

É mais do que o nome de um álbum do cantor angolano Waldemar Bastos.
É mais do que uma expressão nacional utilizada por José Eduardo dos Santos nos seus discursos à nação.
É mais do que uma despedida.
É uma lembrança.

Quem me deu a conhecer esta expressão angolana trouxe consigo muitas outras memórias de África que nunca deixou de partilhar. Não sei se era uma exímia contadora de estórias, mas eu ria-me, ela ria-se, acho que toda a gente sorria. São estórias que ouvi e que ainda hoje vivem comigo. São estórias que, na separação, nos reúnem.

Obrigado Sr. Luis Semedo por este “estamos juntos”.

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Nota: Sr. José Santiago em vez de Sr. Luis Semedo. O seu a seu dono.

Parabéns

Penso que o aniversário se tornou numa versão mais intimista do ano novo.
No aniversário formulamos desejos, mas sem o incómodo de ter de encher a boca com 12 passas.
No aniversário recordamos o ano que passou ou, a partir de determinada idade, que mais um ano passou.
No aniversário fazemos promessas ou reiteramos as do ano novo, as que ainda não tivemos oportunidade de cumprir. (Na verdade eu acho que as promessas são da exclusiva competência do Ano Novo.)
No aniversário temos champanhe.
No aniversário temos charutos.
No aniversário temos festa, a nossa festa, mesmo que conjunta.

E pese embora os muitos aspectos positivos, o grande problema do aniversário é que, como a própria essência indica, volta todos os anos, mas só uma vez por ano.

Estivadores

Há trabalhos que são, por definição, bastante duros. Estivador é, na minha opinião, um deles. Não é o único trabalho onde se carregam pesos, mas é, talvez, o mais emblemático e aquele onde se carrega todo o tipo de pesos.

Todos nós carregamos pesos. Carregamos às costas o peso do trabalho, o peso da honra, o peso do passado ou, mais importante, o peso do futuro e passamos os dias a tentarmo-nos libertar dessa sina. Julgo que o objectivo é chegarmos à reforma em pé e de costas direitas. Não sei.

Aquilo que aprendi é que há pesos mais fáceis de carregar, há cargas mais fáceis de suportar, mas que, na vida, estivadores somos todos.

Começou

Começou assim, sem público, sem expectativas.

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