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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

angústia

substantivo feminino
1. PSICOLOGIA mal-estar, ao mesmo tempo psíquico e físico, caracterizado por um receio difuso, sem objecto bem determinado, desde a inquietação ao pânico, e por impressões corporais penosas, como a constrição torácica ou laríngea;
2. figurado aflição; ansiedade; agonia;
3. figurado mágoa; tristeza;
4. estreiteza; opressão;

(Do lat. angustìa-, «id.»)

© Copyright 2003-2005, Porto Editora.

A outra

A outra é fundamental na vida de qualquer um. Antes de mais sempre que a principal nos falha podemos sempre recorrer a outra. Nem sempre sabemos onde a outra estará ou sequer se ainda existe, mas sabemos que, pelo menos, existiu. Não nos ajuda em nada, mas sabemos. No meu caso pensava que estava ali, mas fui encontra-la acolá. Mas encontrei-a. E agora que a tenho, é com ela que vou ficar. Outrora outra é agora aquela que vai comigo para todo o lado. Até eu precisar de outra.

Quero identificação biométrica!
Preciso de um carro sem chave.

Esta noite dormi mal. Não só pelo défice de horas, no caso, minutos, como pelas preocupações. Tem sido assim nos últimos 23 anos, desde que começei a ter consciência do boletim de vacinas. Tudo começou quando pela primeira precisei do tal documento e não encontrei. Dai foi um passo para perder, entre os meus papéis e carteiras recicladas da minha mãe o primeiro BI, fazer um novo e dali a 3 meses reencontrar o antigo. Seguiu-se o cartão da escola, o cartão para estacionar a mota – que me obrigava a voltar a casa e chegar atrasada às aulas – o cartão do centro de saúde que acordava durante a noite, em sobressalto, para o procurar. A carta do IVA, o IRS fora do prazo, as dívidas à Segurança Social, as taxas de esgotos – cuja notificação desconheço o paradeiro –, o passaporte, o novo BI caducado, até ao cúmulo de fazer uma escritura e não ter o dinheiro disponível na conta porque… enfim fiz a transferência tarde demais. Assalta-me uma dor de estômago pensar nas facturas do IRS de 2004, que devo ter perdido e com elas um retorno de 200 contos, ou as credenciais ultrapassadas para exames obrigatórios que não vou fazer e me levaram um dia de espera no centro de saúde para conseguir. A conta poupança habitação que devia ser mexida, mas que adio insistentemente, a transferência de telemóvel a debitar em conta alheia, a justificação médica para cancelar a inscrição do Colmes Place que me obrigou a pagar um ano de aulas e frequentado 5 horas delas, a bainha das calças que comprei nos saldos da Mango há dois anos atrás e continuam com a etiqueta pendurada, no saco original, as meias solas nas botas que acumulo no armário, inutilizadas dois meses depois de compradas, o código do rádio do carro que é só pedir na Renault, mas que não me apetece, cartão da universidade que só me exige uma fotografia e me oferece descontos nus cinemas em dias normais e museus no estrangeiro e que ainda assim, não vou entregar, os multibancos inválidos, colados a baterias de telemóveis, cujo código esqueci, tal como deles algures perdidos entre recibos de portagens atafulhados na minha mala… minha mala, vulgo espelho da minha alma, do meu quarto, da minha vida… uma enorme desarrumação, onde sei perfeitamente o que preciso de tratar, mas…não sou metódica! Que chatice!!!!

Como se a nossa vida pudesse existir noutro corpo, noutro lado. Não fui eu que escrevi, mas poderia ter sido. [até o rádio do meu renault precisa do código]

Desejos…

Quem nunca desejou passar um dia na cama?

Solidão

Há uma coisa que eu gosto de fazer: estar sozinho.

Não sou um misantrópico nem tão pouco eremítico, mas a possibilidade de estar comigo mesmo é-me agradável.

Gosto de comprar o jornal e ir almoçar fora. Gosto de sentar-me e contemplar. Gosto de passear onde ninguém me conhece e onde não conheço o que está ao virar da esquina.

Recordo-me sempre do final do poema The Invitation:
I want to know if you can be alone
with yourself
and if you truly like the company you keep
in the empty moments.

E o melhor de tudo é que gosto ainda mais de estar com os meus amigos. Mas antes de gostar de estar com os meus amigos é importante gostar de estar comigo mesmo.

Night

Apanhado

O Gonçalo Leonard não me deixou escapar. Depois da Chafarica também ele me incluiu nos links. Começa a estar na altura de também eu incluir alguns blogues amigos. A Joana (ainda) não me incluiu nos links, mas fez uma maratona impressionante de comentários.

Um dia próximo…

5 minutos

Demoro mais cinco minutos.
Aguento cinco minutos.
Faço em cinco minutos.
Tens cinco minutos?

Todos nós temos os nossos cinco minutos. São os cinco minutos mais longos do mundo.

155.000 €

Há alturas em que abrimos os olhos e não conseguimos ver nada do que nos rodeia. Há alturas em que, mesmo no escuro, sabemos que está lá tudo.

Memórias

A Joana diz que ficam as memórias. Não sei se ficam, não sei de que forma ficam, não sei que memórias ficam.

Essa é uma das razões para ter o blogue. Porque nem tudo fica na memória.

Depois de vários anos a viver sozinho esta noite voltei a casa. Dormi no quarto que já não é meu e vesti a roupa que nunca foi minha. A casa também mudou, mas continua minha. Eu, que fiquei algures no caminho, também já não sou eu embora em cada sono durma como se ontem nunca tivesse existido. Ainda durmo em minha casa. Está tudo diferente. Amanhã regresso-me.

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