Feed on
Posts
Comments

Arquivos da categoria 'Arrecadação'

amores

Ia, pelo caminho, a recordar algumas imagens e cheguei a casa para ler o comentário da glory. Olha, tá giro, pensei. Por outros acasos e coincidências, que a esta prosa não interessa, não me fui deitar sem tirar um coelho da cartola e… Olha, tá giro, pensei outra vez. Depois sim, fui-me deitar. Tudo ontem. Foi uma azáfama que só visto.

Há uns dias nisto, desde esta cruz que, seja dito, não é uma cruz que me pese.

Temos o nosso passado, temos as nossas recordações, mas, felizmente, não temos a possibilidade de voltar atrás e viver tudo de novo. Nunca quis. O meu passado com ela foi o que foi. O presente e futuro não é pior, nem melhor, é uma incógnita. De qualquer forma, foi uma boa história, a nossa.

Coimbra é, para mim, como um amor de Verão. Encontrei-a, vivi-a, beijei-a, senti-lhe o cheiro e parti sem nunca lhe encontrar um defeito. Assim ficou.

hoje

ela acabou tudo

ele estuda a possibilidade de interpor recurso e obrigá-la a um final feliz

e Mozart renasce…

relações

A propósito das relações, não sei que preto e branco existe, mas acredito que temos dois caminhos: podemos escolher a confiança cega, a que não tem limites, incondicional, ou não.

Este é o preto e branco, na verdade, não sei que cinzento existe. É uma escolha nossa, que a nós responsabiliza, e com a qual teremos de viver.

e que não vos pareça temerária esta minha confiança, pois baseia-se em ter-vos a meu lado, e deixo de confiar em mim naquilo que espero de vós.
Hernán Cortés, conquistador espanhol, exaltando suas tropas, 1519.

Abalei sem companha para o Chiado um bocado desensofrido por causa da cirurgia – nada de grave nem nada que me tivesse deixado esbornecado. Com a invernia que estava, e ainda está, fiquei um bocado repeso de andar por ali de trás para a frente por causa da maleita. Acabei por ficar solado num café da zona a estafonar alguns euros que me ajudassem no esquenturamento do corpo e me permitissem, infundido, ler o livro comprado na FNAC. Perto da 20h30, já com mais síria, fui para a porta do São Luiz arrelampado com a quantidade de pessoal que por lá estava. Tinha terminado o EACE e estava o Mexia de saída com a parança do costume. Aos poucos foi chegando a minha companha e ali ficámos um bocado no parodim espanhol até estarmos todos. Entrámos e lá ficámos quedos durante toda a peça. No final mais um pouco de treco treco, meio gato malhado e separámo-nos sem direito a bocanço. Nada que me deixe banzado. Estou-me rintando.

(No são Luiz está em cena a peça de José Luis Peixoto na qual, dizem, se pretende reflectir sobre a esperança e a vontade diária de construir o amanhã. O melhor é ir ver. Até 5 de Fevereiro)

Dermatologista para paciente:
– eh pah! Ficou com a pele vermelha! Isso é normal?
– eh pah! Tem a certeza que é dermatologista?

Médico para enfermeira:
– tem a certeza que isto é o… ?
(ninguém quer um médico com dúvidas. muito menos quando tem um bisturi na mão…)

Enfermeira para médico:
– pois… o problema parece ser da lâmina.
(digo o mesmo das minhas facas de cozinha…)

O Fernando tem um blogue.

Um misto de baby blogue com comentário político e um pouco de drama para rematar. Sucesso garantido.

Segundo o próprio durante o dia temos vários pensamentos que nunca, ou raramente, escrevemos. Neste momento o blogue para mim é uma forma de escrever (e não perder) esses pensamentos. Ainda não tem uma identidade, pois os meus pensamentos também a não têm.

Não se sabe muito bem do que morreu. Estava óptimo num segundo e no seguinte ficou-se por ali mesmo na tasca do tio Joaquim que os homens até pensavam que era alguma brincadeira e depois foram tentar levantá-lo e ele nada.

(num blogue perto de si… continua não continua pois perdi o texto que já tinha escrito. Fica o link para o blogue da Maria. A vida dela também dava um filme indiano…)

aos papeis

Hoje chamaram-me a atenção para este post.

Engraçadinha… Há uma diferença. Queimar parte do passado movido pela raiva não encontra justificação senão nesse ódio que, frequentemente, se eterniza durante muito pouco tempo. Nem sequer serve como catarse.

Se é para queimar que seja com um sorriso nos lábios. Sem drama, sem arrependimento e, acima de tudo, sem raiva. É a única forma de não nos queimarmos.

Post-It .11

não ouve Leonard Cohen

… says: já ouvistes sóce?
Tiago says: é aquilo que os homens a sério ouvem?
… says: ya
… says: já ouviste
… says: ?
Tiago says: ja
Tiago says: gostei mais de machine head
… says: é?
… says: lamb of God não?
(…)
… says: se tu fores a uma serração ou dentro de um navio só se houve musica desta
Tiago says: homens a sério!
… says: machos
… says: agora se fores a um cabeleireiro unisexo ouves lá dessas cenas leonard cohen e jennifer lopez

A noite foi passada entre amigos, entre canais de televisão, entre a sala e a varanda, entre a cozinha e a sala. Entre tudo, fui registando algumas ideias.

Registei Rui Oliveira e Costa a afirmar, a determinada altura, que “poderia dizer que ficaria entre 49 e 52. seria bem mais fácil.” (cito de memória) numa alusão que interpretei como sendo crítica à sondagem da universidade católica. Poderia… mas também poderia ir mais longe

Registei o olhar de Maria Barroso a Mário Soares enquanto ele falava no palanque. Sem mais palavras.

Registei, como relevante, Francisco Louçã nos primeiros 30 segundos de discurso. Já não me recordo da razão.

Registei Cavaco na janela. E toda a família… e… não havia necessidade.

Registei que os canais de televisão mudaram para Jerónimo e interromperam o líder do PSD. Gostei.

Registei que os canais de televisão mudaram para o primeiro ministro e interromperam Manuel Alegre. Não gostei.

Registei Bettencourt Resendes a falar que a história saberá dar o devido valor ao Mário Soares. Sei que a historia faz-se hoje, mas escreve-se amanhã. Bettenourt Resendes não precisa de pegar desde já no papel e caneta. A história tem um rumo próprio, mas, mais ainda, a história tem tempo.

Registei a declaração do líder do Partido Popular. Já me tinha esquecido que existia um Partido Popular…

« Prev - Next »