Feed on
Posts
Comments

Quando se atravessa a porta do Hua Ta Li, no Martim Moniz (onde também se situa o indiano Spice Rack, este no centro comercial Mouraria), entra-se instantaneamente em Pequim. O odor é um fantástico transportador da memória. E se não houver memórias para reanimar, resta o prazer de habitarmos outra cidade durante alguns minutos.

Assim de repente, estou em crer que é assim como vos escrevo.

Posts sobre o passado, mesmo que ontem, são muito mais raros do que os posts sobre o agora e sobre o amanhã. Por isso, o passado daqui é sempre forçado a não ser que ainda seja presente. O futuro, que não é passado, pode nunca vir a ser. Só o presente.

Amanhã vou ao submundo da especiaria. Há uma fronteira ténue entre a índia, China e, dizem-me, Rússia, no Martim Moniz. Uma estranha ubiquidade que não se encontra em toda a parte, mas onde toda a parte se encontra.

É Natal. Compreendam.