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Ao ler sobre o nariz de Cleópatra lembro-me que Daniel Boorstin escreveu que se ele tivesse sido mais pequeno a história do mundo seria diferente. Fica por saber se a história de sábado também teria sido diferente. Algures nas seis horas que tivemos de esperar junto aos carros, enquanto outros perseguiam os ladrões, também nós transformámos dúvidas em certezas.
Se não tivéssemos ido ao morro, se não tivesse deixado de beber, se não tivesses nascido…

Chega uma altura em que temos de deixar de lutar. Lutamos sempre. Lutamos por tudo. O problema pode nem estar no objectivo. O importante é perceber que os custos afundados nem sempre são uma perda. O caminho é outro até nos deixarmos de ver.

(e o Ciberdúvidas continua, embora diferente, excelente. Está melhor e imprescindível)

Desde Novembro que passei a ir à Geladaria mais do que uma vez por dia. Um café e uma água fresca nacional. Todos os empregados me conhecem, quando não tenho dinheiro não deixo de lá ir, pago depois, e já aconteceu nem sequer precisar de fazer o pedido. Hoje sentei-me e esperei pelo café e pela água. Perguntaram-me se queria o costume e fiquei com dúvidas.

O círculo fecha-se ou nunca esteve aberto?

Existe alguma situação mais sedutora inebriante do que aquela em que uma mulher nos convida para beber um copo de vinho?

(Esta, na verdade, não é uma dúvida. Passámos às verdades absolutas.)

Se te trocasse as voltas, voltarias?

Se soubesse quem és
não
precisaria de te perguntar

quem és?

vagueio sozinho na esteira dessa certeza
mas tropeço nas dúvidas em momentos de tristeza
tétrica vereda
ah se me entrego ao riso que só encontro nos copos
entrego-me perdido e nem faço votos
eternos nao acredito! Existo em mim
neste caminho que não escolhi
laivos de uma vida que nunca tive
simulado de alegria
acossado
Se me perguntas quem sou não te vês e não sabes
pára um pouco nunca demais
para descobrires o que fazes

É melhor fazer a pergunta ou encontrar a resposta?

A realidade ainda é melhor que a fotografia?

A vida deve ser bem regrada ou bem regada?

Até hoje escrevi cinco posts em que falo, por uma ou outra razão, de Gershwin. Este é o sexto. Para dizer que, na Antena 1, as GRANDES MÚSICAS por António Cartaxo foram com um Concerto em Fá para piano e orquestra, de George Gershwin. Está tudo aqui. Tudo. Porque na rádio só passaram metade.

Ainda na Antena 1, também hoje, a Ana Mesquita e o murcon diziam que não se encontra o amor, nem se ama, por um acto de vontade. Eu tenho as minhas dúvidas. O importante é que ‘O amor é…’, versão fim de semana, está também disponível através de podcast.

É preferível caminhar em direcção à luz ao fundo do túnel ou ligar o candeeiro?

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