Saiu vermelho
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Hoje acordei a pensar nos sonhos.
Já sabia que o sonho acontece, na esmagadora maioria das vezes, na fase REM do sono.
Aquilo que não sabia era que há uma experiência visual em quase todos os sonhos, uma experiência auditiva em 40 a 50 porcento dos sonhos e toque, sabor, cheiro, e dor numa pequena percentagem.
A maior parte dos sonhos são na forma de histórias interrompidas feitas parcialmente de memórias com frequentes mudanças de cena.
Hoje acordei a pensar nos sonhos.
Houve dias em que desejei controlar o sonho. O mais normal é acordar e estar bem disposto, sem sequer me lembrar que os sonhos existem e existiram na noite que passou. Mas há dias em que acordo no meio do sonho. Bolas! Pior que não me lembrar do sonho é acordar durante o mesmo e ficar sem saber como continua. Não me lembro como começou, não percebo o que está a acontecer, mas não saber como continua é o pior de tudo. Então fecho os olhos e espero que o sonho recomece. E recomeça, mas nunca no caminho que eu pretendo seguir. Acordo outra vez. E fecho os olhos. Sonho e acordo frustrado e, provavelmente, já nem me lembro de metade do sonho de quando acordei pela primeira vez. Insisto e volto a fechar os olhos pois ainda não foi naquela jogada que “saiu vermelho”.
Hoje acordei a pensar nos sonhos.
Estudos indicam que o sonho equilibra-nos e que, se autorizados a dormir, mas impedidos de sonhar, ficamos psicologicamente afectados. O que não me parece que o estudo nos diga é de que forma ficamos afectados quando nos lembramos dos sonhos. O que não me parece que o estudo nos diga é que de forma ficamos afectados por sermos meros espectadores, sem qualquer controle, do nosso próprio sonho. O que não me parece que o estudo nos diga é de que forma ficamos afectados quando o sonho se torna realidade.
Hoje vou adormecer sem pensar nos sonhos. É o melhor.