Paris
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Ontem voltei a passear pelas ruas de Paris com a Ana e o Rui tal como fizemos em Maio do ano passado. Passeei porque em Abril volto lá. Passeei sozinho porque, dessa viagem a três, guardo com especial cuidado um momento que ficou só comigo. O metro de Paris é igual a qualquer outro metro do mundo. É de 1900, pode ser mais antigo que a generalidade dos outros metros do mundo, mas lá também entramos numa estação e saímos noutra. É o metro, não tem nada de mais e, normalmente, a história é tão curta e desinteressante quanto isso. Nesse metro, não sei de onde vínhamos nem para onde nos dirigíamos, fomos dos poucos a sair naquela estação da qual já não me lembro o nome. Poucas particularidades retenho do ambiente que nos rodeava, do que tinha acontecido pouco antes, do que aconteceu pouco depois. Caminhava, na plataforma, com a Ana e o Rui, em direcção à rua, quando as carruagens seguiram o seu rumo tomando o mesmo sentido que nós. Naquele lento movimento inicial, quando ainda procura ganhar balanço, os meus olhos cruzaram-se com os de uma passageira que viajava sentada, junto ao vidro, de frente para mim. Ela fixou os olhos em nós. Na verdade, eu olhava para ela, o Rui e a Ana seguiam o caminho com o olhar, e ela olhava para mim, para nós, para mim, não duvido. Era uma rapariga bonita, mas nada mais recordo que me permita reconstituir as suas feições. Já nos olhávamos há um longo segundo quando, inesperadamente, ela sorri, sorriso largo e bonito, olhos no olhos comigo. Foi um sorriso aberto, exposto, que me desarmou e ao qual me rendi. Acho que me estupidificou durante o segundo seguinte. Ela desapareceu ao terceiro. Foi inútil quando me virei para os companheiros de viagem e perguntei se tinham visto aquela rapariga. Foi inútil explicar-lhes. Ainda é e duvido sequer que se recordem do que se passou. Ela olhava para mim, para nós, só para mim, não duvido. Eu ainda olho para aquele sorriso. |

Tiago, Tiago,
cuidado com Paris…entranha-se na pele…
:P
bjs.
Depois de Paris estive em Londres, sempre uns poucos dias, e hoje, se pudesse escolher, teria em Londres a minha segunda casa. Fartei-me do mito e…
metros há muitos.
Tiago,
Paris e Londres só são próximas na geografia…de resto, nada a ver…de todo o modo, em querendo, vamos mas é todos pa Londres e tomar aquela merda de assalto!
Eu abro-vos o caminho já em Janeiro!
Sissi, mulher de armas? ;)
Eu cheguei a dizer que ainda não conheço Londres!?!?!?! ;-)))
Não, não disseste! Se souberes disparar uma arma ficas já recrutada. Compulsivamente.
Ora bem, entao lirismos à parte, esta história sem verniz é assim:
Gajo vai com amigo e namorada a Paris. Vai no metro e poe-se a olhar pra outras. Olhos nos olhos. Foram so os olhos. Portanto, este é um jovem comum como tantos outros, que se arrisca constantemente a levar com a colher de pau por ousar olhar pra outros seres do sexo feminino, com a namorada ao lado. Tambem ando de metro e tambem controlo os olhos do Bola quando algo se mexe. Às vezes,é apenas um cao. Mas basta ele abrir os olhos e prestar atenCao que eu grito histérica O MENINO NAO OLHA! Toma la um biscoito!
Deixa-o olhar. Ele já olhava para outras quando te conheceu e, mesmo assim, quis-te. ‘Quis-te’ sirva de lição. :) Deixa-o olhar e não esquecer porque é que és tu. Deixa-o…
Pode olhar quando está sozinho. Nao comigo ao lado. :)
Aprendi a agarrar o que é meu, nao de pertenCa.
É desta q eu vou comentar!!! Tiago, andas a ver muitos filmes, ouvir muita música (especialmente James Blunt eheheh – esta foi mt boa) e a dedicar demasiado tempo a este bolg!!! Sem ofensa aos leitores, claro! Pra semana estou em Lx e resolvemos isso…Podemos marcar um encontro no metro??? eheheh
Minhoca, é ele que tem de se agarrar a ti e não tu a agarrá-lo.
Anocas, bem vinda! Encontros no metro é perigoso… muitos olhos!! Podemo-nos perder… :)
Isso agora…
eu sou daquelas que anda sempre com a testa franzida…
cuidado com as rugas…
Já percebi que o truque é não andar de metro… ou será que também funciona nos autocarros, comboios e afins??? Se bem que, no meu caso, esse seria um mal necessário! Terminem as obras do metro do Porto rapidinho, tá??? Estou a precisar de ser cortejada nem que seja pelo olhar de um estranho… giraço de preferência!!! eheheheh
É a descrição de uma letra da música de um gajo (Blunt, ou qualquer coisa do genero) que passa incansavelmente na rádio… Sem tirar nem por…
bolas… pois é! Por isso é que a aninha disse o que disse.
“She smiled at me on the subway.
She was with another man.
But I won’t lose no sleep on that,
‘Cause I’ve got a plan.
(…)
She could see from my face that I was,
Flying high,
And I don’t think that I’ll see her again,
But we shared a moment that will last till the end.
…”
é mesmo… conheço a música, claro. mas não conhecia a letra. :)
Nao é ‘flying high’ mas sim ‘fucking high’… :)
mas a censura falou mais alto!
Confirmo que a versão da letra que fui buscar tinha as duas opções e contextualizava-as.
“She could see from my face that I was,
Flying high, [ – video/radio edited version]
Fucking high, [ – CD version]
And I don’t think that I’ll see her again,
But we shared a moment that will last till the end.”
A censura foi minha.