paragens de digestão
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Desde muito cedo que tenho problemas com a comida. O maior problema nem é gostar de quase tudo, mas sim, inclusivamente, comer do que não gosto. Hoje em dia, por exemplo, se entro num restaurante cuja ementa inclui arroz de cabidela, dobrada com arroz branco e cozido à portuguesa, demoro mais tempo a decidir do que a comer. Se não estiver sozinho, o processo de tomada de decisão tem de incluir quem estiver à mesa para que, dessa forma, consiga reunir todos os pratos à distância de um braço, o meu. Ter de optar por comida é pior do que… é pior do que… enfim, comida e mulheres, já sabemos, andam sempre de mão dada. A balança não equilibra para nenhum dos lados. Das duas uma, ou não como por causa da indecisão ou como tudo o que me aparece à frente. Por isso é que estou gordo que nem um (*) e os meus últimos preservativos ficaram fora de prazo. (Aposto que sabem como os preservativos duram mais do que a comida. E nem sequer precisam de estar no frigorífico.)
(*) seleccionar qualquer uma das opções do post anterior
E a paragem de digestão deveu-se a comida ou…???
Curiosidade só! :))
=)
*gordo que nem um techugo: gosto especialmente dessa e uso-a bastante, não fazia ideia que era tão famosa =p
A mim acontecia-me o mesmo nos restaurantes, até que passei a adoptar uma estratégia involuntária, ou um hábito inconsciente: escolhia sempre o mesmo. Sempre o mesmo prato italiano, sempre o mesmo chinês, português.. É curioso que me apercebo agora que a analogia também funciona para os homens. O pior é quando não há o que espero na ementa. Aí tenho é paragens de apetite.
Gostei do blog, bom ambiente*