palavras de guerra
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Em Fevereiro escrevi
.quantas vezes tu fugiste
a propósito de uma guerra que não vivi, mas que me atinge todos os dias da minha vida.
Olhando para trás, para essas palavras, pergunto-me porque terei escrito naquele registo.
.quantos mortos tu deixaste
.quantas vezes tu fugiste
duas vezes.
Está confuso. Diferente no mesmo. Talvez não seja o mesmo. Talvez quisesse que estes fossem tiros certeiros, balas com um destino. Disparos que me atingissem cada vez que os lesse. Hoje escreveria de outra forma, mas não vou fazer revisão do passado. O que fiz tá escrito. Não mudo as palavras com que tracei o caminho. Eu não preciso, mas a guerra obriga-nos a isso. Devia obrigar a todos porque a guerra continua todos os dias da minha vida.