Too Marvelous for Words
we
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believe, do, are
Somos diferentes.
We are what we are
We are what we believe
(We are what we think. We think what we believe.)
Anton Chekhov dizia: Man is what he believes.
Acredito nisso.
Hoje fomos à Clinica 222. Dores no corpo? Febre? Tonturas? Deve ser gripe, dizia-lhe
Fazemos o teste e vais descansar.
Deixamos de acreditar. e deixamos de ser.
We are what we are
Deixamos de fazer. e deixamos de passar a ponte.
e assim ficamos. We are what we do. e não interessa no que acreditamos.
o mundo perfeito
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– Conheces Bob Dylan?
– Sim, já ouvi falar.
– E sabes tocar alguma coisa dele
– Isso não…
Num mundo perfeito, obviamente, a conversa teria sido outra. Não foi por isso que foi menos divertido. Nas suas palavras, o Jaguar anda a plantar sementes com notas musicais na ma-schamba. Um dia há-de colher os frutos. Hoje, enquanto esperávamos pelo arranjo do batelão que nos levaria à Macaneta, tocou-nos uma música espanhola, várias moçambicanas, uma “portuguesa”, do Roberto Carlos, e um blues, a pedido: rock reggae blues. Há-de dar filme.
resultados vinculativos
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Dentro de um mês regresso a Portugal. Deixei de procurar uma razão. Sei que não a há. Dia 15 estarei em Roma. Na semana seguinte quero estar no Porto. Depois disso só sei onde não vou estar: onde quero.
uma questão de fé
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Comprar um ou dois bilhetes para o concerto de Adriana Calcanhoto no dia 14/Fev é uma questão de fé.
wrap up
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argumentário
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Homem incapaz de gostar de muitas
como pode ser capaz de amar só uma?
José Craveirinha
A vida como ela é
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Perceber que não é possível. Perceber que não vale a pena. Perceber que é um vício.
Era o que se chama uma mulher que apetece elogiar, justamente porque não se tem a ideia de casar com ela. Ela culta, polida, inteligente; e tinha muitos apaixonados, casados e solteiros, e sobretudo daqueles rapazes em vias de ficar solteirões por excesso de bom gosto e pela faculdade, que alguns têm, de antecipar as coisas, como a felicidade improvável do casamento.
Agustina – a Ronda da Noite
Branco no Preto
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A vida, ou a riqueza da vida, poder-se-ia medir pela quantidade de portas pintadas de saudade que temos e não pela quantidade de aniversários que tivemos.
Pinto as minhas portas de saudade e procuro outras, novas, fechadas, que eu possa explorar com o entusiasmo e a curiosidade da primeira vez.
Fim de semana Inhaca
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– Vamos lá falar
– Duas pessoas. Está aqui!
Chegamos à Inhaca com 10 contos na mão para pagar o transporte que nem sequer chega à areia da praia. Para trás ficaram três horas no Nyeleti, um barco tão robusto quanto velho utilizado pelos locais e por alguns, poucos, turistas. Não vamos de avião, que demora 15 minutos e custa 50 USD. Vamos de barco que demora 3 horas e custa 6USD. A escolha encontra a racionalidade no preço e na diferença, mas só subsiste pela ilusão. É barato, de facto. O Nyeleti tem duas categorias de preços. Na última viagem que fiz comprei 10 bilhetes para o porão, cerca de 3USD, e foi a última vez que me incumbiram de tal tarefa. O conforto da 1ª classe não é grande, mas os bancos são corridos e almofadados, o ar circula, não costuma haver animais vivos e fica perto do bar. Começa aí a diferença. O ritual parece ser sempre o mesmo. Ainda antes de o zarparmos já vários passageiros estão de cerveja na mão. Vale tudo para passar o tempo. São 8h da manhã, ainda não tomámos o pequeno almoço, mas precisa-se de qualquer coisa no estômago. Alguém que brinda. A nós, aos outros como nós, ainda não há muitos. Espalhamo-nos como podemos. Há quem pegue num livro e adormeça a ler, outros conversam sentados na 1ª classe e os restantes acomodam-se no exíguo corredor que circunda o barco. Não se pode fumar no interior e corre o boato que mais à frente poderemos ver golfinhos. No ano passado, numa viagem de regresso, ultrapassámos uma tartaruga solitária. Somos turistas, todos nós, na ilusão de que é possível saber o que é viajar no Nyeleti.
Tenho um amigo que está cá há três anos, quase quatro, e nunca foi à Inhaca. Penso se o problema da Inhaca não será estar perto de mais de Maputo. Ponta do Ouro, Chongoene, Chidenguele, Pomene, Tofo e Inhambane… tanto, e mais ainda, para ver, tão longe, porquê Inhaca? Nunca foste à Inhaca? É o meu quarto fim de semana lá.
À chegada saltamos para o barco que nos levará a terra. 10 contos (0.3 euros) para ainda andar 50m com a água pelos joelhos. Houve uma altura em que não molhávamos os pés, mas parte da estrutura ruiu. Os italianos tiveram muita pressa quando fizeram isto. São 2/3 barcos a fazer o serviço. Ainda cabe mais um? Cabe sempre mais um até começar a meter água e a viagem confirma. Antes de chegar à praia, sabia que iria ser assim, é sempre assim: – Olá, tudo bem? O Alberto nunca falha.
(há-de continuar)
Alberto
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Boa tarde Tiago, tudo bem? Aqui ta tudo normal, apenas o que falta pra completar a minha amizade é a sua presença e das miudas.Peço a Deus para me dar uma outra chance d passar um fim d semana na inhaca outra vez.
O FM é o culpado de eu conhecer o Alberto há mais de um ano. Foi a quarta vez que estivemos juntos. Na noite de sábado dançámos, fizemos novos amigos, amigas também, dançámos e conversámos. Este ano vem para Maputo estudar. Vai ser jornalista.
Foi um fim de semana extraordinário, também para mim, também para as miúdas, também para ele. Amanhã, ou depois, ou depois, o que falta da história. Antes disso, mais nada.
