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San Fermin

Abrir as hostilidades com a cerimónia de encerramento

Bill Bryson

Bill Bryson por aqui e por ali O livro é “por aqui e por ali“, assim, a bold (ou negrito, como preferirem), como está na capa, mas poderia ser outro qualquer. Para escrever verdade, talvez seja abusivo dizer que poderia ser qualquer outro, ou outro qualquer, sendo este o terceiro livro dele que tenho nas mãos, mas, ainda assim, arrisco: poderia ser outro qualquer. Sorte tenho de não me cruzar mais vezes com os seus livros nas montras das livrarias por onde passo (sim, normalmente não entro).

Os livros de Bill Bryson, todos os dois que li e o terceiro que comprei hoje e estou quase a terminar, são fartar da rir (assim mesmo). E há quem diga que eu nem li os melhores. Interessa pouco, se forem os piores são muito bons e, depois do Philip Roth, são a leitura ideal.

Ah, e segundo parece, ouvi dizer, são histórias verídicas…

Encontrei Katz no restaurante, ele também parecia laudavelmente confiante. Isto, porque tinha feito uma amiga – uma empregada de mesa chamada Rayette, que estava a servi-lo de um modo claramente galanteador. (…)
– Oh, eu gosto de um homem que aprecie panquecas – Rayette murmurou.
(…)
Ela afastou-se para atender um cliente distante enquanto Katz a observou com um certo orgulho paternal.
– Ela é bastante feia, não é? – perguntou com um largo e incongruente sorriso.
Procurei ser diplomático.
– Bem, só quando comparada com outras mulheres.

Serra Mãe

Escalada Serra Arrabida (99)

Escalada Serra Arrabida (54)

Escalada Serra Arrabida (121)

Sonho

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.
(Sebastião da Gama)

A noite passou sem que déssemos por isso. Tic-tac… Tic-tac…

  • és um poema de um verso só
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Todo o Mundo Philip Roth– A morbidez é a tua ausência.
Se não o disse, talvez tenha pensado. A morte de todos os dias, de todos os dias em que alguém morre, passa a ser a vida. Chega o momento de enfrentar os fantasmas do passado, do passado em que essa morte, também nossa, nem sequer se atrevia a ser miragem. Tristes encruzilhadas em que seguimos o caminho mais fácil. Mas agora o peso da mentira é maior que a dor da verdade e a verdade, também ela, já morreu.

Está ali um rapaz de dezassete anos. Morreu num desastre de automóvel. Os amigos vêm cá pôr-lhe latas de cerveja em cima da campa. Ou uma cana de pesca. Gostava de pescar. (Todo-o-Mundo. Philip Roth)

Escalada Serra Arrabida

Se fosse suposto seguir outro sentido. Sim, assim parece, como se não houvesse alternativa. O sentido era único e o destino conhecido. Éramos felizes? Claro que sim, na felicidade que todos os dias se esgota.

Já convivi com todo o tipo de bicharada e até aprendi a aceitar que se pode viver rodeado de milhões e milhões de moscas minúsculas, mosquitos, baratas e pulgas, de enxames e bandos de vespas, aranhas, carochas e escaravelhos, de nuvens de moscardos e gafanhotos vorazes mas, neste caso, não foi tanto a quantidade de baratas que me assustou – embora ela fosse suficientemente aterradora -, mas sim a sua dimensão, o tamanho de cada um dos exemplares. Eram baratas gigantes, tão grandes como tartarugas, escuras, brilhantes, ásperas e com grandes bigodes. (Ryszard Kapuscinski – Ébano)

Compramos o último do Roth e pela blogosfera apercebemos-nos que temos que na mesa de cabeceira uma obra-prima. Terminamos de ler a Brevíssima História do Tempo e surge-nos o Big Bang em casa. Deve ser esta a natureza das coisas.

Sobre dois assuntos que não domino, aliás, sobre os quais não percebo nada, literatura e física, tenho pouco a dizer. Só isto. O Nobel da física do ano passado e, mais concretamente, o último post do De Rerum Natura (neste mundo de ignorância, parece que mais importante que aquele que descobre a luz é o que acende a lâmpada) confundiram-me. As flutuações em grande escala são as tais que podem ser indicador da geometria em grande escala do universo e que parecem apontar para um universo plano? (pode não ter nada a ver, mas) O universo deverá continuar a expandir-se a uma velocidade cada vez maior? Estou perdido. bom bom era que isto fosse como Stephan Hawking escreveu e que o tempo irá prosseguir “para sempre, pelo menos para aqueles que forem suficientemente prudentes para não caírem dentro de um buraco negro”. Se o tempo fosse nosso, talvez muitas das dúvidas se dissipassem.

ah, e comecei ontem a ler Todo-o-Mundo, mas a genialidade terá de ficar para os outros. It takes one to know one, if you know what I mean.

No que nos diz respeito, os acontecimentos anteriores ao Big Bang não podem ter consequências (…). Devemos, pois, eliminá-los do modelos e afirmar que o Big Bang foi o princípio dos tempos. (Stephen Hawking)

insanidade

O que escrevi ontem, já em Abril tinha colocado no blogue. Aos poucos vou-me tornando no velho do jardim que repete as mesmas histórias às mesmas pessoas. Este é o meu jardim e, na falta de outras certezas, não é velho quem quer. Que os 31 anos não enganem ninguém.

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