Morreu, incrédulo, sem história que o lembrasse.
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Andara sempre por aí, sempre perdido, mas nunca longe demais. Se andasse no mar teria tido sempre terra à vista. Andaria em frente, andaria por aí, não saberia onde, mas tinha terra à vista. Um dia decidiu seguir um atalho. Não que soubesse onde queria chegar, mas sabia que por ali chegaria mais depressa. Perdeu-se.
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Esta é a história de um homem que nasceu por aí. Podia ter nascido num sítio particular, mas tal não faria qualquer diferença. A história não mudaria. Um dia apaixonou-se e disse-lhe: (por ti) não me importo de sofrer.
Até hoje.
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O maior problema de entrarmos em contagem decrescente é a sensação de que já não há volta a dar, o relógio não pára, mas que (ainda) não atingimos o ponto de não retorno.
Ou perceber que nunca atingimos o ponto de retorno, há sempre volta a dar, mas desta vez o relógio não pára.
Ou encontrar uma forma de acelerar o relógio.
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O horário de Verão, que também implementámos no ano passado, começa hoje. O fim de semana passa a incluir a tarde de sexta-feira.

[Praia de Carcavelos, ontem, 18h45]
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