Em Janeiro darei início ao treino para a maratona que pretendo correr no final de 2009. Irei correr a minha segunda meia maratona a 16 de Março, na Ponte 25 de Abril, e a terceira a 6 de Abril, em Berlim. Serão dois anos de treino, não serão dois anos a correr.
Quero criar um blogue, mas tropecei no nome e ainda não encontrei um que me agrade. A ideia inicial foi doszeroaosmil.blogspot.com, mas, contas feitas, percebi que provavelmente irei correr mais de 1500km. doszeroaosmilequinhentos.blogspot.com tem caracteres, e talvez quilómetros, a mais. cross-training.blogspot.com seria uma boa hipótese, se não tivesse já registado. Ao longo dos dois anos irei correr, nadar, jogar ténis e futebol, e, uma, duas ou três vezes por mês, almoçar e/ou jantar até ao limite da indisposição. É o chamado treino cruzado, um sistema de trabalho que combina diferentes formas de exercício para os diferentes grupos musculares normalmente não utilizados, no meu caso, na corrida. treino-cruzado.blogspot.com está fora de questão. Ainda ponderei o treino-crusado.blogspot.com, mas ninguém iria acreditar que teria sido de propósito, e treino-cursado.blogspot.com abandonei por ser mentira. Neste momento, antes que o nome se torne mais importante que o blogue e antes que o blogue se torne mais importante que o treino, a hipótese mais provável é qualquer coisa como omeutreinodedoisanosparaaminhaprimeiramaratona.blogspot.com ou outra coisa qualquer.
Comprei livros, todos quero ler, e ofereci a quem está mais próximo. Adiei a compra de dois, A Estrada, de Cormac McCarthy, e um outro do qual irei comprar a versão original, em francês. A seu tempo comprar-me-ei a tradução. Os livros que recebi, tal a vontade de os ler, também os poderia ter comprado para oferta. Entretanto, as próximas semanas, os próximos meses, que o tempo nem sempre tem a velocidade que lhe desejamos, serão na companhia de Jorge Luís Borges (Ficções e O Livro Dos Seres Imaginários), os que recebi, e de Ian McEwan (Na Praia de Chesil), Gonçalo M. Tavares (Aprender a Rezar na Era da Técnica), George Steiner (O Transporte Para San Cristobal De A.H.) e Cormac McCarthy (Este País Não É Para Velhos), os que ofereci.
Recebi o que queria, dei quase tudo o que podia. Poderia ter pensado melhor e dado diferente. Carrego sempre esta cruz. Por tudo isto, estranho que os presentes já não sejam o Natal. É estranho, para mim. Faltou-me tudo e, no entanto, tudo foi tão igual ao que sempre foi. Gostava de já ter participado no curso de escrita criativa, talvez conseguisse sentir um Natal melhor, talvez até lhe conseguisse manter a ilusão, mas não a dos presentes, que o meu Natal há muito deixou de lhes pertencer.
Em 2008 vou fazer um curso de escrita criativa. Não preciso. É tudo o que não preciso. Ainda assim, agradecemos a prenda. Agradeço-te, obrigado! A gratidão de quem precisa de muito pouco do que quer. A gratidão de quem quer muito.
Obrigado!
we thank you for your present
we thank you for your support
we thank you for your time
your oness, your togetherness
so hopefully in some other future
we can do this again together
like we never do it again together before
so you want some more?
Happy Day – Burning Spear – Live At Montreux, no Montreux Jazz Festival de 2001.
(Se agradece o presente se a presença? Escolho o presente. É fruta da época.)
Na escuridão o melhor vigilante é cego Na escuridão é o cego quem melhor vê Na escuridão é cego quem melhor vê Na escuridão só o cego consegue ver Na escuridão só o cego te consegue ver Na escuridão nem um cego te consegue ver
Na escuridão nem um cego me consegue ver
Entradas
Cocktail de Legumes em molho de fromage blanc, carvi e citronelle
Sopa de abóbora com ananás e pimenta preta
Camaroes salteados em pistáchio acompanhados de rúcula
Compoté de lapin aux deux olives
Pratos de peixe
Pescada assada com legumes salteados no wok
Atum com beterraba e pimenta
Pratos de carne
Rabo de boi de Rio de Mouro mais dois da Amadora
Borrego com tamaras, romã e amêndoa torrada
Sobremesas
Brochette de maçã em espumante e telha de gengibre
Gelado de pistáchio, pevides e água de rosas
Calhau de chocolate preto
Bolo raínha
Vinhos
(Na espera de meia horita, mais coisa menos coisa)
Blanquette de limoux meio-seco
Grequetto Umbria 2005 branco
Monte Baco Verdejo 2006
Espumante Quinta da Serradinha 2003
(à mesa)
Chassagne-Monrachet Premier Cru les champs gain 2001
Arbois les genevret 2001 tinto
Sancerre 2003 Pinard Branco
Quinta do Mouro 2003
Premières neiges coteaux du layon
A minha mais recente ida ao cinema, ontem, acumula-se nisto: não via um filme do David Cronenberg desde Crash (1996) nem da Naomi Watts desde Mulholland Drive (2001).
À quinta há cozido, mas todas as noites, no Bitoque, em Campo de Ourique, a malta senta-se ao balcão a beber umas imperiais ou a jantar qualquer coisinha enquanto vê o telejornal. A malta não me inclui. Saio antes de o telejornal chegar a meio, sempre tarde demais. Quem não pode ficar, não deveria poder entrar.