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Os bilhetes para os jogos de Portugal no Euro 2008 já estão à venda. Ou quase. A página da Federação Portuguesa de Futebol não está a aguentar. Resta-nos a esperança de que na federação se jogue melhor do que se escreve.

Para esclarecer quaiqueres dúvidas, os interessados deverão contactar os números 213252787 e 213252789, bem como o e-mail bilhetes.euro2008@fpf.pt.

aspirações

Começo hoje o curso de escrita criativa na Companhia do Eu, um presente de Natal há muito desejado. A este propósito, será prudente avisar que não tenho aspirações de me tornar escritor tal como não tinha aspirações de me tornar bêbado quando fiz o curso de vinhos.

Little Miss Sunshine: alguém tem de desculpar. Só hoje vi.

Serão em casa. Jim Dungo no Wall Street. Escolher não sair, porque não, não porque não seja bom, mas porque sim. Escolher o sofá, dois ou três episódios do Dexter, que amanhã preciso de comprar chocolate para o jantar, e carne, muita carne. Um dia hei-de ser vegetariano. Um dia de cada vez. Um dia talvez. Amanhã não.

big brother

Viagem feita a digerir a francesinha especial, com tudo aquilo a que temos direito, quase a dormir, mas ainda acordado.
“Animal, modere velocidade”, avisa-nos a Brisa num dos placards. Sem vivalma que nos rodeie, resta-nos a evidência e o animal, a contragosto, modera a velocidade.

  • O problema de viajar são as escolhas que se tem de fazer. Viena. Berlim. Dublin. Suiça, no Euro. Pas de la casa, para neve. Não é fácil encaixar outro hemisfério.
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Haja fé

Não sei se a prática é generalizada, mas ontem requereu-se o Crisma para poder ser padrinho. O caminho não estará facilitado, mas talvez assim tenha de ser. Há que saber sofrer, diz-se, mas, sobre isso, não serei eu a saber. Há muito que escolhi outro sofrimento e segui por outra estrada. Nunca é fácil caminhar de costas. Haja fé.

  • Um pré-casamento, um baptizado, um aniversário, uma improvável festa de Erasmus e ainda a “Tertúlia de Reis”. Mais um fim de semana.
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Há algum tempo que percebi que, em corrida, não há tempos nem distâncias vergonhosas. Percebi isso quando decidi começar a correr e, ao fim de 8 minutos, deixei de conseguir mexer as pernas e senti aquilo que só pode ter sido o inicio de um enfarte agudo do miocárdio. Na altura, se não me falha a memória (expressão clássica), treinava para uma maratona de 4,5km. Têm de perceber que, para quem só aguenta 8 minutos, uma prova de 30 minutos não é menos que uma maratona. Consegui, depois de alguns treinos, concluir a minha primeira prova, essa de 4,5km, em 30 e muitos minutos. Foi sempre a correr, mas alguém que fosse a andar num passo rápido certamente não teria feito pior tempo. No final, a satisfação por estar vivo não era assim tão grande tantas as dores que tinha. Chegar ao fim foi mais mérito dos meus parceiros, que não me deixaram desistir, do que meu.
[…]

Começo assim o novo blogue. A ideia é partilhar algumas das dores com quem quiser ler. Escreverei sobre tudo um pouco que tenha a ver com o meu exercício físico, excepto sexo. Um blogue sem muito interesse, bem sei.

e continuo a ser a única pessoa no mundo, disso tenho a certeza, que não consegue visualizar o novo blogue que criei.

o presente

Esqueço-me regularmente do que quero escrever sem nunca deixar de o querer. Sempre no presente. Tudo no presente. O querer. O esquecer. O escrever.

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