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Autárquicas

para outro planeta

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Tabacaria
Álvaro de Campos

brevemente…

Nasceu as 0802h de hoje uma linda menina com 3520. A mae esta bem e a crianca tambem.

fotos

Também nao quero que morras. Pelo menos deixa-me viuva! :)

de ontem…

Gosto de ouvir falar italiano… tem um certo “je ne sais quoi”

Autárquicas

Eu acho que o candidato do PS a Oeiras devia ter arranjado aquela barba.

a parte má

A caminho de casa o meu carro fez um pião na auto-estrada. 360 graus. Depois parou, na faixa do meio. A mais ninguém tenho que culpar senão a minha inconsciência. Não pegava. Não passou mais nenhum carro e, à terceira tentativa, consegui arrancar.
Retomado o meu caminho, liguei ao meu irmão e disse-lhe que gostava dele. Voltei a ligar depois de chegar a casa.
Já passou. Amanhã acordo e sei que… já passou. Mas também sei que existem palavras que não posso deixar de dizer-te. De dizer-te. De dizer-te. De dizer-te. De dizer-te. De dizer-te. De dizer-te…

a parte boa

Estive no casino com NS e meu irmão. O NL apareceu, assim.
Se viram três rapazes, junto à porta da entrada, a cantar mais alto que o Abrunhosa… eu era um deles.
Se, depois do concerto, viram os mesmos três a… bem, como é que hei-de dizer… um deles a tocar piano e outros dois a tentar cantar… tudo isto, como se nao houvesse amanhã. Sim, éramos nós.
Porque na vida não há tempo para ter vergonha…

bebés

A Beatriz vai nascer a 16 de Janeiro. Ou um pouco antes… ou um pouco depois! O mais importante em tudo isto é que a Beatriz vai nascer. A ML está extasiada. Eu também. Fico muito feliz, não só por a adorar, mas porque sei que, provavelmente, há poucas coisas no mundo que ela quisesse tanto.

Com a ML já partilhei um blogue que, por minha culpa, não continuou a viver. Agarrei-me aqui e não tive capacidade suficiente para manter o outro. É de lá que te escrevo, aqui.

Na cozinha deixei cair um livro pesado. O bebé brincava e agora olha-me assustado. Olhos enormes azuis espelham medo. Estático, sentado, observa-me durante uns segundos. Gatinha ao meu encontro. Parece dizer: pega-me rapidamente. Trepa as minhas pernas e estica os braços. Choraminga e depois grita. Não lhe posso pegar. Falta-me espaço nos braços e nas mãos. Tento cantarolar uma melodia conhecida para ver se o acalmo. “olhá bola Manel, olha a bola Manel, foi-se embora fugiu….” Não resultou. Chora compulsivamente. Rendo-me à sua inquietação e pouso os livros em cima da mesa. Pego-lhe. Levanto-o sobre a minha cabeça onde permanece assim uns segundos. Caiu-me uma lagrimazinha salgada no canto do meu lábio.
O bebé já não chora; sorri. Há uma quantidade infindável de brinquedos espalhados pelo chão. Cores que se misturam e que chocam entre si. O objecto preferido é um parte-noz, de madeira de tamanho pequeno, sem nada que chame a atenção. Talvez por não ser brinquedo e por lhe ser retirado muitas vezes das mãos. O bebé brinca agora sossegado.
Calmo, palra e sorri.

ML

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