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existes

por entre dias mais felizes
e noites mais sozinhas
caminhas tu
Caminhas por ti
ou por quem tu existes
Nunca vais sozinha.

e és tu
a mulher da minha vida
da que hoje é eterna

Na década de 50 o meu avô tocava Banjo num grupo musical. Em casa tocava música da Maria Papoila. Nada de que eu me recorde. Hoje não o reconheci na foto de família que tirou com os restantes elementos do grupo conhecido por Jazz da Cotovia. Mas lembrei-me das palavras que me disseram há pouco mais de um mês: o teu avô era uma pessoa extraordinária.
Eu sei disso. Foi com ele que aprendi a jogar Batalha Naval. Foi ele que, antes de morrer, deixou com a minha avó uma enciclopédia me deveria ser entregue no meu 16º aniversário. E foi. Só não sabia que tocava banjo.

… que eu não consigo desligar a televisão!


dúvida (13)

Surgiu à tarde, em conversa: a morte, a nossa morte, ensina-nos a viver?

Mango 2003

detesto tudo o que está para lá do céu que chove

dúvida (12)

Porque é que as grandes capitais italianas, Roma e Milão, estão com tantas promoções nas agências de viagens?

A NASA garante que é uma hipótese tão longínqua como o Sol, mas igualmente real. Dois pequenos ‘golpes’ na estrutura do vaivém Discovery, estragos de centímetros provocados durante a descolagem, podem transformar-se num grande problema capaz de comprometer o regresso da nave à Terra. E obrigar os sete astronautas a bordo a uma estada forçada na Estação Espacial Internacional à espera de socorro.

Day after…

Quem quiser saber algumas das consequências de comer picante como se não houvesse amanhã pode perguntar a esta minhoca. Os sintomas dela são… interessantes.

la shukran

Ontem passei no bairro, fui visitá-la durante um bocado até que, entre outras coisas, deu-me a fome e, enquanto me dirigia ao único restaurante indiano que conheço na zona, passei pelo Pedro das Arábias. Depois de já ter ido duas vezes a Marrocos, uma das quais se inclui no top3 das minhas férias, não demorou muito a decidir-me a entrar.
O Pedro tem ar de marroquino farsolas. Vestia uma túnica e falava português fluente, sem qualquer pronúncia, mas convenceu-me depois de o ouvir falar árabe na cozinha. A música ambiente era 123 Soleils. Lindo.
Quando entrei já sabia o que ia comer. Pedi Harisa e Tagine Kafka, mas o que me desgraçou foram as azeitonas em picante. Comi-as e fiquei com a boca a arder. Depois a Harisa acompanhou o ritmo e quase nem senti a diferença. Quando chegou a Tagine o Pedro pergunta-me se quero um picante do bom. Comeste as azeitonas, é porque gostas. Sorri e acedi. De facto, pensei eu, depois das azeitonas e da harisa, a esta tagine falta-lhe algo. Faltava, mas não era aquele picante que me deixou a boca com a sensação de que teria mastigado uma boca cheia de malaguetas… e engolido de seguida. Provavelmente foi mesmo isso que aconteceu. Precisei de duas canecas de imperial para me acalmar e conseguir pedir a conta. Mas ainda me ri quando ele disse a um outro cliente que estaria rico se recebesse um euro por cada cliente que pergunta se ele tem sobremesas enroladas, daquelas que há em Chefchaouen.
Saí e tive de ir recuperar ao Blue Net Café mais um bocado.

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss

IF
Rudyard Kipling

Na vida, talvez o maior dos jogos, também por vezes apostamos tudo no vermelho e sai preto. Há quem aposte no cavalo errado. Há quem siga uma estrada para só mais tarde perceber que está num beco sem saída.
Independentemente do risco que aceitamos, o importante é saber que há sempre forma de recomeçar, nem que seja do zero.

[O poema completo podem encontrar no google. É com esta voz, a de Michael Caine, que mais gosto de o ouvir. Um dos poemas da minha vida.]

Estava na praia quando surgiu a notícia de que Christa McAuliffe, professora, acompanharia o próximo voo da Challenger. Numa sondagem muito rápida, junto de outras professoras que ali estavam, fui o único cujo desejo também seria o de ir até ao espaço. Na altura, era o único aluno no meio de meia dúzia de professoras e tinha menos de dez anos. Lembro-me também de ver a partida e de assistir, de pé, junto ao sofá da sala, à explosão que vitimou todos os passageiros da Challanger. Lembro-me de me questionar se, sabendo que iria explodir, teria desejado ganhar o concurso que deu o bilhete a professora. Não consegui encontrar uma resposta. Hoje, ou amanhã, se tiver oportunidade, sei que vou.


[hoje]

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