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Depois de ter criado o conceito de sangria com sumo de laranja, fruta, uns paus de canela e uma garrafa de Barca Velha, alguém achou por bem que tirasse um curso de vinhos. A mim não pareceu mal. Começa hoje.

à conversa com o Tomek, amigo polaco, na Polónia, chegamos à conclusão que a diferença de temperatura nos nossos países é ligeira, quase negligenciável. É tudo uma questão de sinal. Se nós temos +14º, eles têm -14º.

Wishlist .2

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic ‘til I’m gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love

Leonard Cohen

Wishlist

Quero este documentário que irá sair dia 1 de Maio. Porque sim.

[ver cohen no blogue]

– Queimaste as cartas?
– Todas. Porque as sei de cor.

[ainda a propósito disto]

Pirelli Calendar.jpg

deixou de escrever sobre amor

alegoria


directamente para a prisão sem passar pela casa de partida

um blind date blogoesférico de um par de pitos aos saltos por causa de meia dúzia de frases feitas, pode ter um de três resultados
(…)

(a saber na controversa maresia)

Ela: Precisamos de falar
Ele: Não digas “Precisamos de falar”. Parece coisa séria.
Ela: E é!
Ele: Então?!
(…)
Ela: apareceu uma pessoa
Ela: era para saberes.
Ela: é evidente no meu blog
(…)
Ele: ok
Ela: é evidente em alguns comentários
Ela: ainda n há nada para contar
Ela: mas é isso
(…)
Ele: está bem.

(primeira parte. to be continued…)

uma vez


Nada havia mudado. Naquele dia foi-se embora com a única certeza que lhe interessava. Ela nunca quis ser amada. No seu íntimo nunca desejou senão ser respeitada e apreciada. Como quem prova um vinho, dizia. Queria alguém que a conseguisse cheirar e distinguir o que a compõe, que lhe sentisse o corpo e apreciasse o equilíbrio, com todos os sentidos. Os homens só amam uma vez na vida, dizia, como se nada mais lhe interessasse. As mulheres têm mais capacidade de reciclarem. Ela nunca quis ser amada. Nunca quis reciclá-lo. Só queria beber mais um copo.

Um dia

se um dia te cruzares comigo na rua
e não souberes quem sou
não me perguntes as horas
o tempo para nós parou

não pares mas passa devagar
hoje amanheceu galhos, zéfiros
e dedos róseos na orla móvel

e Amanhã o sol há-de brilhar

Espirro cá para fora
a raiva de estar assim
.
Simples? Sem ambiguidades?
Não me tenho.
Não estou em mim.

[outro dia]/[outro dia]

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