Feed on
Posts
Comments

réplicas

Maputo - MCel e Vodacom

Já começou o trabalho. O Verão está quente, já esteve mais quente, mas continua mais quente que o verão mais quente de Portugal. Ou quase. É amarelo, dizem. Ando com um UL250 no bolso, mas, caros, nem tudo são boas notícias.

A primeira má notícia é a do forte tremor de terra de ontem. Devia ter vindo um dia mais cedo. Um dos portugueses que por cá está foi de cuecas para a rua. Eu estava no avião. Foi pena. Dizem que vamos ter réplicas. Não sei. Sei que existem réplicas desta notícias desde manhã, mas ainda não houve nada. (Informação sobre o sismo no Ma-Schamba).

A segunda má notícia é que já não parecem existir assaltos à mão armada à porta de casa. Depois de nós, mais ninguém foi assaltado. Lixa-me o facto de ter perdido o sismo e de já nem poder recear o cano reluzente de uma pistola apontada à cabeça.

Mozambique

I like to spend some time in Mozambique
The sunny sky is aqua blue
And all the couples dancing cheek to cheek.
It’s very nice to stay a week or two.
And maybe fall in love just me and you.

There’s lots of pretty girls in Mozambique
And plenty time for good romance
And everybody likes to stop and speak
To give the special one you seek a chance
Or maybe say hello with just a glance.

Lying next to her by the ocean
Reaching out and touching her hand,
Whispering your secret emotion
Magic in a magical land.

And when it’s time for leaving Mozambique,
To say goodbye to sand and sea,
You turn around to take a final peek
And you see why it’s so unique to be
Among the lovely people living free
Upon the beach of sunny Mozambique.

Bob Dylan
Mozambique (1976)

Hora de almoço no chiado. Encontro Ciro, amigo de há longos anos. Já longos. Que fazes?, pergunta-me.
Vou para Moçambique esta tarde. E tu, como estás?
Tudo bem. Vou para a Bélgica na sexta-feira… e passear um bocado. Já ouviste falar no carnaval de Maastricht? Loucura.

Pouco depois encontramos o Barão de Santorini, ex-colega de universade e ex-escritor de poesia erótica. Já não me meto nisso. Foram os 18 anos. Aquelas paixões. A namorada queria que lhe dedicasse um livro e… deixei-me disso. Não lhe perguntei se o isso que ele tinha deixado era a namorada. Mais tarde o Ciro comenta que se a namorada fosse dele também ele teria escrito um livro de poesia erótica.

Continuámos.

Fiquei a pensar no livro.

O Barão quer viajar e disse que o amigo que estava com ele era de Moçambique. Toma-te!

No aeroporto escolhemos umas revistas e jornais para levar na viagem. Uma revista e um jornal por pessoa.
Miguel escolhe a Marketeer. Os negócios da moda.
Eu escolho a Men’s Health. Mais e melhor sexo

Fiquei a pensar que se fosse eu, se fosse um marketeer, teria escrito: Mais é melhor sexo.

Moçambique

Maputo - AlmoçoAmanhã por esta hora já estarei de calções e t-shirt à conversa com uma 2M ou Laurentina, que nestas coisas não gosto discriminar, procurando desvendar alguns dos porquês da vida. Porque não mandar vir mais uma dose de camarões, por exemplo. (foto: Setembro 2005, Maputo, Miramar)

A partir de amanhã, e durante 15 dias, vou estar com amigos de cá, lá, Fred e Orlando, Ana Rita, Vigas, … Daqui vou com ele para uma semana de trabalho e diversão. Da Polónia juntar-se-ão três cabeçudos para mais diversão que trabalho. Quero ir ao África, na quinta-feira. Numa quinta-feira, que nesta não me parece que seja possível. Sábado e domingo é no Bilene. Domingo à noite temos derby. Nada mais está planeado.

Amanhã o blogue passa a ser escrito a partir de Maputo, com mais intermitência, mas com sabor a férias, apesar do trabalho. Os mais de 30ºC têm de servir para alguma coisa.

abóbora

pumpkin
e o doce?, doce?
Abóbora é doce!, doce
menina

William Shakespeare
(ou, esse grande mestre na arte de engatar miúdas…)

Shall I compare thee to a Summer’s day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And Summer’s lease hath all too short a date:

Sometime too hot the eye of heaven shines,
And oft’ is his gold complexion dimm’d;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature’s changing course untrimm’d:

But thy eternal Summer shall not fade
Nor lose possession of that fair thou owest;
Nor shall Death brag thou wanderest in his shade,

When in eternal lines to time thou growest:
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

Sonnet #18

[toca o telemovel]

– estou

– diz-me números de 1 a 12

– números de 1 a 12?

– sim. vá lá.. rápido

– 9… 7…

– eh pah… 7?… ok

– 2…

– o 2 é um bocado mau… mas vá!

– olha lá… tu… estás nos cavalos?

– sim… vá, faltam 2. são 5 números

– 4 e 11

– ok. xau

[por falar em apostas]

Ligaram-me de Macau a perguntar se quero apostar no Benfica. Deve ser isto aquilo a que eles chamam de globalização.

[3:2 para o Benfica dá quanto? (…) Pode ser.]

por aí…

[Branco no Preto]

O que é ser um homem bom?

(…)

Mais uma coisa em que é muito mais fácil ser mulher. Toda a gente sabe o que é uma mulher boa!

[O Blog da APA]

Ora digam-me lá se convergência real e convergência nominal, rendimento monetário líquido, “redes globais de capitais, gestão e informação” como motor da economia mundial,

(…)

não soam muito melhor se apertarmos formas voluptuosas num noir-basique, como este da foto?

[A Pipoca Mais Doce]

Apetece-me…

… berrar “vai-te foder” a algumas pessoas;

Desde que os posts da Merche Romero e da Diana Chaves ficaram para trás que o google deixou de me trazer resmas de gajos à procura de festa. Desde então só os suspeitos do costume e, muito esporadicamente, um ou outro que vem do google e não sabe bem onde deixou a nave espacial. Normalmente chegam cá e percebem que não foi aqui.

Hoje, há uns 20 minutos, chegaram cá à procura de uma última dança. E dançaram aqui… Se isso do amor existe, só pode ser a última dança.

A expressão “dissonância cognitiva”, criada pelos psicólogos sociais, pode ser simplificadamente entendida como a discrepância entre os dados da realidade e o modo pelo qual a mesma realidade é percebida.

Para reduzir a dissonância, nós dispomos de diversos meios: modificar nosso comportamento, mudar nossas opiniões, ou ainda incorporar informações novas ao nosso estoque de conhecimentos.

(…)

Uma dissonancia intervem também quando o individuo é solicitado por uma tentação que ele percebe como culpada. Um homem que cometeu um tao repreensível aos seus próprios olhos está sujeito a uma dissonância cognitiva penível,. Ele a reduz adotando uma atitude mais indulgente do que a que ele possuia antes, frente ao comportamento incriminado. Ele se arranja assim para melhor se perdoar. Ao inverso, qualquer um que resistiu a uma tentação vergonhosa é muito mais severo em relação ao ato que ele não cometeu, um modo de reduzir a dissonância causada pela frustração de não ter gozado o prazer defendido.

A pensar na relação existente entre arrependimento, necessidade de redução da dissonância, auto-estima. Parece-me contra-natura não termos arrependimentos, por muito curta que seja a percepção temporal da nossa existência. Contudo, há quem não os tenha. Parece-me que há quem precise de não ter arrependimentos. Há quem nunca os veja, nunca os tenha, mas nunca deixe de os sentir. Há quem o tenha e nunca os deixe de ter. Procurar aceitar os seus arrependimentos com a naturalidade possível, pode não ajudar a evitá-los.

Por vezes a única solução é viver com o arrependimento. Há que aprender.

A pensar nisto… Só espero não me arrepender de o ter escrito.

[um smile manhoso]

por aí…

Às vezes penso que devia ser pago pelo governo para não fazer nada, tamanho é o meu talento para esta função. Infelizmente isto não acontece. Trabalho como um burro de carga. E vou até esquecendo do prazer de não fazer coisa nenhuma que perseguia com afinco tempos atrás. Hoje, quando fico à toa, sinto culpa. Pior sintoma pessoal da doença coletiva chamada capitalismo. Proponho então a fundação da ADFN (Associação dos Amigos do Dolce Far Niente).

um Dolce Far Niente do Brasil, no Não Concordo Comigo

« Newer Posts - Older Posts »