April In Paris
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Um mito
Ontem não vi a segunda parte do Barcelona-Benfica para ir à minha primeira aula de Salsa.
Lançado o Alerta, Vermelho, “ambos os dois” chamaram imediatamente o Forcado Fernando para resolver esta questão urgente de resvalo homossexual. Tarde demais, talvez…

E se fossemos para o Beira Mar ver o Ronaldinho sambar ao som de Salsa?
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Que recordações?
Lembro-me do primeiro dia de aulas. Não percebi a razão do choro de um dos rapazes que estava à porta da escola. Não me recordo da resposta da minha mãe quando a questionei acerca disso. Lembro-me dos pacotes de leite de chocolate durante o lanche. Alturas em que houve sandes e bolos. Já não sei se ainda existiam quando saí de lá. Lembro-me do recreio. Não me lembro se se chamava recreio. Lembro-me que as “palmadas” na mão não me deixaram marca. Recordo-me do caminho que fazia a pé e de um sonho que tive em que cheguei à escola descalço. Matéria para os amantes de Freud. Lembro-me da Sílvia, de quem nunca fui namorado. Lembro-me de momentos e de pessoas. De mais. Da professora.
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Ao contrário das moedas, que só têm duas, as dívidas têm várias e distintas faces. Contudo, talvez pudessemos considerar que as dívidas têm várias faces da mesma moeda.
As outras? As outras são as dívidas que não se pagam, devem-se.
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As minhas incursões por cinema alternativo sempre se resumiram a alguns, poucos, filmes no king. A primeira vez que vi um filme do género, não no king, foi o Navio de Fellini. Deve ter sido, mais ou menos, na mesma altura em que saiu o Bambi. Se a minha geração ficou traumatizada com a morte do pai do bambi eu afundei-me com o Navio. Estava na primária e nunca mais fui o mesmo. Com 25 anos comecei a recuperar, vi o bambi, mas já era tarde. Tentei chorar e não consegui. Chatice. Tive de me agarrar ao Rei Leão. Resulta sempre.
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Maurice Chevalier a cantar Cole Porte
Every time I look down on my timeless town
whether blue or gray be her skies.
Whether loud be her cheers or soft be her tears,
more and more do I realize:
I love Paris in the springtime.
I love Paris in the fall.
I love Paris in the winter when it drizzles,
I love Paris in the summer when it sizzles.
I love Paris every moment,
every moment of the year.
I love Paris, why, oh why do I love Paris?
Because my love is near.
(ainda a própósito dessas leis que regulam o mundo)
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Uns dirão que o filme À Procura da Terra do Nunca, Finding Neverland, trata da importância que a imaginação tem na vida humana. Outros dirão que o filme trata da importância de não deixarmos de ser criança. Para mim, o filme trata de aprendizagem.
Existem crianças que, por força das circunstância da vida, desejam tornar-se adultas, mas ainda não sabem como fazê-lo. Existem adultos que, também por força das circunstâncias, desejam voltar a ser crianças, mas já não sabem como. Este filme retrata as dificuldades que enfrentamos, enquanto adultos, em conseguir perceber que não deixámos para trás o mundo da criança que fomos, mas que o trouxemos connosco nesta viagem que é a vida. Só precisamos de o conseguir ver. Só precisamos de o conseguir sentir. Não se perde o combóio da vida.
É isto que é preciso aprender.
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No dia 21 de Abril, pelas 21.30 h, a Biblioteca Municipal de Sesimbra realiza um debate sobre “Blogues: expressão e liberdade, hoje”. Trata-se da primeira iniciativa de um ciclo designado “conversa à volta das palavras”.
Eu vou (tentar) assistir. O Sesimbra vai lá estar. Espero que não seja o único.