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No fundo estou só deitado em cima da cama, a pensar como seria possível enternizar as centelhas mágicas com que um dia iluminaste o meu céu, e depois derramaste por mim abaixo.

a morte

Como se falar fosse o caminho mais fácil e rápido de lá chegar. Como se falar fosse, quase, vivê-la. Há quem não goste, sequer, de mencionar a morte. Não falar sobre a morte é uma forma de contorná-la, esquecer que existe, fingir que não nos atingirá. Mas atinge. Se tivermos sorte cai-nos em cima. Se tivermos azar cai-nos ao lado e dói como não há dor possivel. O maior problema da morte é quando não nos atinge em cheio e nos torna um simples dano colateral. Por ser a única altura em que temos de lidar com isso, o maior problema da morte é quando não é nosso. Digo eu, que não acredito na redenção. Digo eu, que quero prestar todas as contas em vida.

(…)

(…)

Por razões diferentes, não me recordo de alguma vez ter comprado laranjas ou nêsperas. Laranjas sempre tive à porta de minha casa e o meu vizinho sempre teve nêsperas.

Vou à farmácia e, depois de medir a tensão, dizem-me que estou a morrer.

Entre perguntar se tem algum medicamento que resolva esse problema de vez, o da morte, e que curso lhe permitiu tirar tão brilhante conclusão escolho regressar à esplanada e beber mais um café. Cafezinho, como disse o chefe.

SMS

Qual a tua capacidadade de perdoar e esquecer?

Qdo n perdoo, esqueço por isso é fácil :)

sushi party

Sushi Party (10)Na sexta-feira troquei o indie, este filme, que continuo a querer ver, por vinte minutos de Sol, um mergulho na piscina, em ordem inversa, e um jantar, home made, de sushi. A casa não era minha, e a primeira vez que meti as mãos no sushi, neste caso, os paus, foi com o objectivo de comê-lo, devorá-lo. O dia seguinte, ontem, foi mais longo que o normal. Hoje, o dia será mais normal.

Days of Thunder Nicole Kidman Tom Cruise

Dr. Claire Lewicki: Tell me what you love so much about racing.
Cole Trickle: Speed. To be able to control it. To know that I can control something that’s out of control.
Dr. Claire Lewicki: Control is an illusion, you infantile egomaniac. Nobody knows what’s gonna happen next: not on a freeway, not in an airplane, not inside our own bodies and certainly not on a racetrack with 40 other infantile egomaniacs.

A propósito da segurança e protecção que se deseja, procura e se acredita que é real. Não é.

Fui levar o Rui ao aeroporto. Dubai/Jordania/Síria. Pelo caminho, ele fez uma chamada.

– Olá ‘Vó. Vou hoje para a viagem

(…)

– Já estive em Marrocos. Estou vacinado contra vigarices.

(…)

– Não. Não vou morrer.

(…)

– beijinhos

(…)*

* Que Deus e a Nossa Senhora te acompanhem.

(as minhas notas desportivas aqui)


com Issy Van Randwyck a cantar Gershwin, I’ll Build A Stairway To Paradise

Cabo Espichel SesimbraAcordei – Não há momentos de dúvida, mas, depois de uma noite longa, divertida, não sei se este acordar não é como se não tivesse adormecido, como se a festa se prolongasse no sono e precisasse de uma explicação, de um sentido, de uma certeza – e soube que não era dia para ficar em casa. O tempo estava óptimo e o Cabo Espichel pareceu-me uma boa opção. A linha do horizonte do cabo não encontra obstáculos. Mesmo parados, chegamos mais longe.

[Passei a utilizar o Flickr]

[…]

– Há um ano pediste-me em casamento…

– Há um ano acreditava.

– Eu sei. Eu também.

Uma conversa com pessoas. A Cidade e as Serras, Estrada do Alicerce, Sesimbra, Sesimbra e Ventos, Talvez península.
[o que ficou: aqui, aqui, aqui/aqui]

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