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outros jogos

Porque nem só de mulheres vive o homem, vou buscar o meu bilhete para o Portugal vs México.

Dúvida .29

É preferível caminhar em direcção à luz ao fundo do túnel ou ligar o candeeiro?

Jerry MaguireOn the surface, everything seems fine.
I’ve got this great guy. And he loves my kid. And he sure does like me a lot. And I can’t live like that.
It’s not the way I’m built.

É de um filme, Jerry Maguire, mas na vida real não é diferente. É inútil gostar de alguém se o filho dela não gostar de nós ou se nós não gostarmos do filho dela. Go for the kid. No meu caso, os meus amigos são os meus filhos. E os meus amigos, tal como os filhos dos outros, ainda não aprenderam a ser politicamente correctos. Eu, por outro lado, adoro o filho dela.

Alfama

– Não há música?
– Só na próxima sexta. Tivemos umas filmagens que atrasou isto
– Então…
– Aqui perto é no campo das cebolas. Mas aquilo é um bocado pesado. Pessoal de chelas. Um bocado “xunga”. Todas as noites acaba à porrada.

por outra razão ficámos em Alfama, jantámos as melhores sardinhas da época (Clube Desportivo Adicense) e descobrimos, depois de muitos degraus, um palco com música ao vivo e onde, informaram-nos, a Marcha iria chegar. A saber, Alfama ganhou os últimos dois anos das marchas. Ali ficámos. Nós e os locals, porque, segundo dizem, xungas são sempre os outros.

Chegou a marcha e vimos a tia Cinha a dar o seu pezino de dança. Também nós demos um. Às duas da manhã a festa acaba antes de tempo, porque o bairro desentendeu-se. Não consta que tivesse sido por algum piropo à tia. A confusão alastrou-se e nós descemos até ao campo das cebolas, ainda a tempo de “dar de beber à dor” e de ouvir o pessoal de chelas a cantar o fado. Tudo como deve ser.

Alfama - Ambiente Geral Alfama - Cinha Jardim Alfama - Eu

CromosDoMundial
Zé Mustafah em Alfama

Auto-retrato

O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sobre a ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…

Alexandre O’Neill
Poemas com endereço (1962)

Seth Godin escreveu, há uns dias, um post com 50 ideias para gerar tráfego nos blogues

1. Use lists.
5. Be timeless… write posts that will be readable in a year.
9. Write short, pithy posts.
11. Don’t write about your cat, your boyfriend or your kids.
13. Write about your kids.
22. Be anonymous.

Nada como associar os nossos blogues favoritos às ideias de Godin.

Ler também, ainda fresquinho, as Linhas editoriais avulsas para novos bloggers da Laurindinha.

Instalei um novo plugin do WordPress. Time Capsule. Na barra lateral aparecem, a partir de hoje, os títulos e os links dos posts de há um ano.

(via Ponto Média, blogue de consulta obrigatória, todos os dias.)

doce

Um beijo teu.

Esse sorriso aberto, sincero, saudoso de outros tempos que nos permitimos reviver, agora cúmplices nesse pecado, sempre cúmplices, sempre pecado, agora também.

Hoje teremos o primeiro evento.alidades.

A noite de ontem foi passada a percorrer os bairros de Lisboa, com o Rui, para avaliar as condições existentes para as festas populares. Mais importante do que juntar 20 ou 30 pessoas é garantir que o espaço oferece condições para a prática do evento. O resto é fácil e a noite de hoje promete. Teremos amigas da Suiça que o Nuno, enquanto não chega de Madrid, fez questão de reenviar para o evento.alidades #1. Teremos, de Portugal, vários amigos, vários grupos de amigos, conhecidos e desconhecidos, amigos e amigas, que se juntarão na Bica. A única regra é que todos têm de conhecer todos! A sardinha, no pão, é opcional.

Quem quiser aparecer será recebido com muito amor e carinho. O Rui é este. Eu sou este. O bonito, o Nuno, é este, mas não está cá.

Bairro da Bica Rua do Electrico

Do you?

Entramos em Alfama pela porta grande. Ali, para nós, o mais pequeno detalhe torna-se importante face à ignorância que temos do bairro. De Alfama só conheço o Dragão e, mesmo esse, é de ouvir falar. Entramos. Alguns turistas, poucos, no início da rua. Também nos sentimos turistas. Os bairros de Lisboa encerram um mundo novo, castiço, muitas vezes como se o tempo não entrasse. Sentado, no degrau de um dos prédios que aperta as ruas do bairro, por vezes demasiado tristes e sombrias, está um homem, com um farto bigode, aparentando uns bons 75 anos. A seu lado, sentada no mesmo degrau, aparentando 45 anos, uma turista, estrangeira, loira, com uma irrepreensível pronúncia britânica.
Do you have a wife?, pergunta-lhe. Do you?, insiste. Do you have a wife?

Desolado, o nosso bigode, só consegue murmurar um trémulo “mas eu não percebo…

Do you have a wife?

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