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Porque nem só de mulheres vive o homem, vou buscar o meu bilhete para o Portugal vs México.
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Porque nem só de mulheres vive o homem, vou buscar o meu bilhete para o Portugal vs México.
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É preferível caminhar em direcção à luz ao fundo do túnel ou ligar o candeeiro?
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I’ve got this great guy. And he loves my kid. And he sure does like me a lot. And I can’t live like that. It’s not the way I’m built. |
É de um filme, Jerry Maguire, mas na vida real não é diferente. É inútil gostar de alguém se o filho dela não gostar de nós ou se nós não gostarmos do filho dela. Go for the kid. No meu caso, os meus amigos são os meus filhos. E os meus amigos, tal como os filhos dos outros, ainda não aprenderam a ser politicamente correctos. Eu, por outro lado, adoro o filho dela.
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– Não há música?
– Só na próxima sexta. Tivemos umas filmagens que atrasou isto
– Então…
– Aqui perto é no campo das cebolas. Mas aquilo é um bocado pesado. Pessoal de chelas. Um bocado “xunga”. Todas as noites acaba à porrada.
por outra razão ficámos em Alfama, jantámos as melhores sardinhas da época (Clube Desportivo Adicense) e descobrimos, depois de muitos degraus, um palco com música ao vivo e onde, informaram-nos, a Marcha iria chegar. A saber, Alfama ganhou os últimos dois anos das marchas. Ali ficámos. Nós e os locals, porque, segundo dizem, xungas são sempre os outros.
Chegou a marcha e vimos a tia Cinha a dar o seu pezino de dança. Também nós demos um. Às duas da manhã a festa acaba antes de tempo, porque o bairro desentendeu-se. Não consta que tivesse sido por algum piropo à tia. A confusão alastrou-se e nós descemos até ao campo das cebolas, ainda a tempo de “dar de beber à dor” e de ouvir o pessoal de chelas a cantar o fado. Tudo como deve ser.
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O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada…)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sobre a ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse…
Alexandre O’Neill
Poemas com endereço (1962)
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Seth Godin escreveu, há uns dias, um post com 50 ideias para gerar tráfego nos blogues…
1. Use lists.
5. Be timeless… write posts that will be readable in a year.
9. Write short, pithy posts.
11. Don’t write about your cat, your boyfriend or your kids.
13. Write about your kids.
22. Be anonymous.
…
Nada como associar os nossos blogues favoritos às ideias de Godin.
Ler também, ainda fresquinho, as Linhas editoriais avulsas para novos bloggers da Laurindinha.
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Instalei um novo plugin do WordPress. Time Capsule. Na barra lateral aparecem, a partir de hoje, os títulos e os links dos posts de há um ano.
(via Ponto Média, blogue de consulta obrigatória, todos os dias.)
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Um beijo teu.
Esse sorriso aberto, sincero, saudoso de outros tempos que nos permitimos reviver, agora cúmplices nesse pecado, sempre cúmplices, sempre pecado, agora também.
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Hoje teremos o primeiro evento.alidades.
A noite de ontem foi passada a percorrer os bairros de Lisboa, com o Rui, para avaliar as condições existentes para as festas populares. Mais importante do que juntar 20 ou 30 pessoas é garantir que o espaço oferece condições para a prática do evento. O resto é fácil e a noite de hoje promete. Teremos amigas da Suiça que o Nuno, enquanto não chega de Madrid, fez questão de reenviar para o evento.alidades #1. Teremos, de Portugal, vários amigos, vários grupos de amigos, conhecidos e desconhecidos, amigos e amigas, que se juntarão na Bica. A única regra é que todos têm de conhecer todos! A sardinha, no pão, é opcional.
Quem quiser aparecer será recebido com muito amor e carinho. O Rui é este. Eu sou este. O bonito, o Nuno, é este, mas não está cá.
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Entramos em Alfama pela porta grande. Ali, para nós, o mais pequeno detalhe torna-se importante face à ignorância que temos do bairro. De Alfama só conheço o Dragão e, mesmo esse, é de ouvir falar. Entramos. Alguns turistas, poucos, no início da rua. Também nos sentimos turistas. Os bairros de Lisboa encerram um mundo novo, castiço, muitas vezes como se o tempo não entrasse. Sentado, no degrau de um dos prédios que aperta as ruas do bairro, por vezes demasiado tristes e sombrias, está um homem, com um farto bigode, aparentando uns bons 75 anos. A seu lado, sentada no mesmo degrau, aparentando 45 anos, uma turista, estrangeira, loira, com uma irrepreensível pronúncia britânica.
– Do you have a wife?, pergunta-lhe. Do you?, insiste. Do you have a wife?
Desolado, o nosso bigode, só consegue murmurar um trémulo “mas eu não percebo…”
– Do you have a wife?