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o teu blog faz me lembrar o sexo e a cidade versao masculina!

hoje sim, talvez. mas eu sou mais donas de casa desesperadas.
com mais incidência no desespero

The specific character of despair is precisely this: it is unaware of being despair.
Kierkegaard

De forma a tornar a minha vida regrada e mais saudável o médico diz que posso beber, mas não em excesso. A minha mãe, para o mesmo efeito, diz que devia arranjar namorada, mas uma de cada vez.

*do Lat. intemperantia
s. f.,
falta de sobriedade no comer e no beber;

com esta medicação posso beber alcool?

Sim… desde que não seja em excesso… como [se deve fazer] nos restantes dias…

Tá feito!
Chamou-me gordo. e disse para eu corrigir a postura!

e qual postura é mais urgente corrigires, a do corpo ou a em relacao as gajas? ;)

Vive

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

Alberto Caeiro

terrorismo

O terrorismo chegou ao abrupto. Situação a acompanhar durante o dia de hoje.

TENTATIVAS DE DEITAR ABAIXO O ABRUPTO
tem sido muitas e repetidas desde o início. Hoje durante algum tempo um outro Abrupto aparecia no mesmo endereço. Obrigado a quem me alertou. Vou ver se percebo o que aconteceu mas é certamente um caso de pirataria.

Post-it .18

Post-It 18 - Eu tenho tão poucos amigos, mas há um que é irmão
aqui, agora que acabou, n’A Revolta das Palavras

último acto

Há poucas coisas tão importantes quanto a forma como aceitamos o fim, como saímos de cena, porque temos de sair. Aceitar que o fim implica correr o pano e mudar de palco.

The Break-Up, Separados de Fresco, é um mau filme com um final feliz: cada um segue o seu caminho.

O raio do pinhal, um pinhal pequeno, nao rende um cêntimo e, de qualquer maneira, mesmo limpo, pode muito bem arder.
Vasco Pulido Valente [Público, 14-07-2006]

Quando nos tentamos rever nos outros, no exemplo, na felicidade existente na missão de uma vida, e nos dizem que não, que vamos ao engano, que estamos no engano, que sentido é o nosso?

É disto que mais gosto dos almoços com a Ana G. Saio sempre com mais uma faca espetada nas costas.

É mais um mito que cai.

Bósnia

BosniaJoaquim Sapinho realizou um documentário na Bósnia. O sofrimento não me permitia aproximar das pessoas, é o que se pode ler na página do Público. Há mais no jornal. Um pouco mais no documentário. Tudo o resto, o que é verdadeiramente importante, continua lá, onde regresso, daqui.

Quando, em 1998, estive na Bósnia, numa reunião internacional da AIESEC, travei conhecimento directo com as marcas da guerra. Sem perigo de ataques, sem balas que nos pudessem passar ao lado, nesta ilusão de que só aos outros acontece, para onde quer que olhasse restavam as feridas, prédios cravejados de marcas que o tempo não apagava, bairros destruídos, vidas, aparentemente, descontextualizadas, pessoas como nós. No centro, uma cidade que procurava a normalidade. Uma reconstrução que procurava lavar a cara, mas que não conseguia sarar a dor.

Chegados ao aeroporto vários amigos, somos sempre todos amigos, esperavam por nós. Dali partimos para uma semana inesquecível entre Sarajevo e Neum. Dias felizes.
Nessa semana, já depois de uma noite de confraternização, regada com uns copos de cerveja – não é o futebol que une os povos -, fala-me da vida que teve. Somos da mesma idade, recordei. Tinha estado nas montanhas, escondido, armado, a proteger a vida, a lutar contra os seus. Por lá ficou, semanas, meses, uma vida, quis-me parecer. Quando tudo acabou não tinha nada. Perdeu-se na primeira tasca que encontrou, era outra vida, totalmente bêbado. Bebia para esquecer. Bebia na certeza de que pais e irmãos teriam perecido à lei da bala. Bebia sozinho. Bebia porque não tinha nada.

Passado uns tempos reencontrou-se, reencontrou também parte da família, recuperou a esperança e vivia, naquela altura, toda a ilusão que lhe era permitida. Estávamos como irmãos, separados por uma vida. Nada nos unia. Éramos um, mas nos olhos do outro não nos conseguíamos ver.

Perdi-lhe o rasto. A vida, por cá, continua com as insignificantes certezas de sempre. Que por lá persista a esperança e a luta por uma vida melhor. Pouco mais nos resta. A todos.

o preço da liberdade resiste nos princípios

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