o regresso
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No Gerês continua tudo igual. Em 2001 foi assim. Esta semana não foi muito diferente. Ali, no meio da serra, estamos sozinhos. Confesso que não sei bem como. A poucos metros o amontoado de turistas quase não deixa espaço para respirar, mas ali estamos sozinhos, como em 2001.
Serra!
E qualquer coisa dentro de mim se acalma…
Qualquer coisa profunda e dolorida,
Traída,
Feita de terra
E alma.
Uma paz de falcão na sua altura
A medir as fronteiras:
– Sob a garra dos pés a fraga dura,
E o bico a picar estrelas verdadeiras…
(Miguel Torga – Gerês, Pedra Bela, 20 de Agosto de 1942 – Diário II)
E fico sempre desvairado. Apetece regressar a dois.