nada te disse.nada.
Tags:
A:nunca quis que soubesses!
B:nada?
A:nada te disse.
B:que nao soubesse nada?
A:nada havia para saberes.
B:porque me dizes, entao?
A:nada te disse.nada.
nada disto aconteceu
Tags:
A:nunca quis que soubesses!
B:nada?
A:nada te disse.
B:que nao soubesse nada?
A:nada havia para saberes.
B:porque me dizes, entao?
A:nada te disse.nada.
nada disto aconteceu
do ritmo pulsante de corpos-frases que se anulam apetece apenas respirar nesse não-tecido verbal ou tecido de intermitências verbais.
“nada disto aconteceu”: idem
Veraer: nada acontece. nem tu.
“E se diz várias coisas dessa situação:
– Só o real manifesto existe, vida e homem.
– Só é real um real não-manifesto que é a verdadeira realidade de vida e homem, como uma semente invisível, alma de uma árvore”
(V.F.C.)
Veraer:
apaga a luz. espera. abre os olhos. absorve a escuridão com tudo o que és. vê-te para além do que ouves ou cheiras. sente-te. és o sabor do real. não és nada. nada acontece. nem tu.
mantenho as pálpebras
– suspensas-
humedecidas desses encontros fortuitos de massas de luz escurecidas
veraer:
se me visse para lá luz
encontrar-te-ia em mim? saberia eu quem sou?
não. que nada encontro. que nada existe.
não és nada. nada acontece. nem tu
nem eu
não existem encontros fortuitos