mudança de direcção .3
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Fazes-me isto por mim? Faço, e não espero nada em troca.
Deve haver algo de muito sublime em não esperar nada dos outros. Não me interessam os favores, a parte fácil, mas sim as pessoas. Deve haver algo de muito sublime em darmo-nos a alguém sem esperar nada em troca.
Eu não consigo. Espero sempre. Nem que seja num banco de jardim.
Meu caro,
tou contigo. Eu faço um esforço enorme para não esperar nada, pq acho q assim tenho menos tristezas, mas não consigo. O banco do jardim está sempre lá…
bjs.
É o momento do rebuçado. Se a falta dele não nos ensinou a lidar com a frustração enquanto crianças torna-se tudo bem mais difícil. Queres um doce?
nem que seja, esperamos que os outros recebam o nosso “dar-se”. para mim, é a mais comprometedora das expectativas, porque é sempre um compromisso de risco
desde que o receio não seja castrador da vontade…
Ui caro Tiago, os doces, os doces… bem necessitada estou…agradeço a oferta e retribuo…a minha resistência à frustração é quase nula…o que traz resiliência e combatividade, mas muita mágoa e fuga pá frente…enfim, sou quase perfeita! ;-)
Sissi, Sissi… não sei se já te disseram, mas as fugas pá frente vão sempre cair-te em cima… ;-)
é ténue a fronteira. esses dois fios estão de tal forma entrelaçados que se auto-implicam (para mim)
Tiago,
por acaso não disseram, mas eu já descobri isso há algum tempo…é o que dá a falta de doces…;-)
Já nos encontrámos num banco do jardim!
Vera, ’tou a ver que também precisas de um doce. Os fios tocam-se, mas não pode ser dessa forma. Assim não. Acho que o mais importante é aceitarmos que, na vida, seja aos olhos dos outros ou aos nossos próprios olhos, temos sempre que fazer algumas figuras tristes. Temos de arriscar o ridiculo. Diria que temos de nos sentir ridiculos. Sem medos. Não tem piada de outra forma.
Sissi, esquece os doces. O banco está lá para nos sentarmos e não para dormirmos. Há sempre amanhã :-) Amanhã?
Worm, que de little não tens nada, o banco deve continuar no mesmo sítio. Vai lá sentar-te um bocadinho. Vai… Depois do teu casamento.
Tiago, é um facto! Os doces fazem mal aos dentes! Amanhã seja!
De resto, concordo contigo. É importante que o sentido do ridículo faça parte de nós. Eu por mim, pratico-o todos os dias. Seja nas merdas que digo ou na vontade recalcitrante de não crescer… Deresto, sou um pouco fora do mundo, característica que não resiste ao ridículo quotidiano…
Somos humanos:-)
Avidez, não te justifiques com as fraquezas :)