Marteladas
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Era um homem que estava a fazer umas reparações em casa e às tantas precisou de um martelo então pensou em ir pedi-lo ao vizinho do lado. Enquanto se dirigia à casa do vizinho pensava:
“E se o gajo não me empresta o martelo?!? Óh que parvoíce, claro que me empresta, pq n haveria de emprestar? Sei lá, às tantas está mal disposto e não lhe apetece emprestar o martelo a um vizinho que até nem conhece tão bem! Nããããã, claro que me empresta, ele é um tipo porreiro e da outra vez tb lhe emprestei uma chave de fendas! Epá, mas ele pode não estar para aí virado, se calhar chateou-se com a mulher e agora tá de mal com o mundo… pois, não me parece, mas pode mesmo ter acontecido. Epá, vou ficar lixado se ele não me emprestar o martelo… já o safei algumas vezes! E digo-lhe logo que não estava à espera de uma coisa dessas vinda dele! Digo, digo… filho da mãe, lá pq está mal disposto eu não tenho nada a ver com isso! Nem posso acreditar… o meu vizinho não me vai mesmo emprestar o martelo!!!!”
Nisto toca à campaínha do vizinho… o vizinho abre a porta e ele diz:
“Olha, sabe que mais? Meta o martelo no cú!!!”
Aposto que o vizinho já lhe tinha feito algum mal! Os “cenários” não se constroem do nada.
Os cenários também se constróem de acordo com o nosso estado de espírito!