Céu
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Tenho uma sede imensa,
mas não é de água…
mas não é de água…
Tenho uma sede imensa de beber
os soluços do Sol quando declina,
as carícias azuis do Luar de Agosto,
os tons rosa da tarde que se fina…
É que eu seria Poeta, se os bebesse…
Não mais seria o cedo de olhos limpos;
esse que viu a água e não a tocou,
pelo estranho pudor da sua boca
que um dia blasfemou.
(…)
Sebastião da Gama