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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

… e um alarme

Ficam seguros. Se disparar, ligamo-vos e, se for assalto, contactamos a polícia. O barulho não é muito intenso, mas é suficientemente para incomodar o trabalho.

Nestes anos de blogosfera, se me esforço por não recordar uma curiosa altercação com uma prostituta bloguista, a interacção mais estranha que tenho é com uma pessoa que me escreve periodicamente a propósito de textos que lê no MI e que julga que lhe são dirigidos.

Por vezes escrevo textos a pensar em alguém em concreto e o modo como essa pessoa por identificar está associada ao texto pode ir da tentativa de sedução à sublimação de uma frustração, passando por um discreto agradecimento.

Quanto à pessoa que insiste em ler no MI algo que não existe, só espero que deixe de o fazer e que se trate, mas há alturas em que quase a percebo e quase cedo ao mesmo vício de ler por aí um texto como se me fosse dedicado. A grande literatura pode criar no leitor a ilusão ou o desejo de que o texto foi escrito só para ele. Mas no caso da minha leitora e dos meus deslizes não se trata de literatura, apenas de um grande equívoco.

Origines


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Voilà le mot-clé.
Le mot essentiel !!

Ken Bugul
Origines: 365 Pensées de Sages Africains


Yana bhar aaliya wintiya la
Min’derik b’eeda manebki aalayk
La zhar la meemoon la tgoul zin

Didi, didi, didi didi zeen iddi waah
Didi waah, didi, didi deedi ha zin di


Comme si je n’existais pas
Elle est passée à côté de moi
Sans un regard reine de Saba
J’ai dit Aïcha prends tout est pour toi
Voici les perles les bijoux
Aussi l’or autour de ton cou
Les fruits bien mûrs au goût de miel
Ma vie Aïcha si tu m’aimes
J’irais où ton souffle nous mène
Dans les pays d’ivoire et d’ébène
J’effacerais tes larmes tes peines
Rien n’est trop beau pour une si belle oh !

city chase

em Lisboa

Ah, mulher, eu não sei como pudeste conter-me
na terra da tua alma e na cruz dos teus braços!

Pablo Neruda

Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! Verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!

* já anteriormente colocado no blogue.

Quando aqueles que chegavam
olhavam os que partiam
os que partiam choravam
os que ficavam sorriam

Mário Cesariny

lifecasting

Justin TV

como na vida

No fim de semana vi o The Last King of Scotland e o Little Children.

Um blogue de portadas fechadas. Não se encerra. É o melhor. Deixamos de aparecer, simples, sem precisar de deitar paredes abaixo, sem deixar de dormir. A cama é outra, até outro dia.

Little Children é o copo meio cheio ou meio vazio. É o melhor meio filme, não interessa se acaba bem ou mal. Não interessa. Basta saber que não acaba. É como o blogue e a cama que é outra na maior parte dos dias até ao dia em que voltamos a abrir as portadas.

Little Children é o nosso filme. Um filme que acabou, como o blogue.

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