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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Começar do zero.
Por vezes só querem poder começar do zero. As pessoas. Sempre as pessoas. Nem todas as pessoas. Não é renascer, embora também o seja, mas não num sentido literal no que, por exemplo, às fraldas diz respeito. Começar do zero, que até pode ser começar com as mesmas relações, com as mesmas opções, mas sem passado. Que passado? Há sempre algo que se pode apagar, mas nem tudo se consegue esquecee. Porque é disso que se trata. Esquecer. Começar do zero é esquecer? Até quando? É difícil esquecer para sempre. Tão difícil quanto não esquecer. Esquecemos o que não queremos, mas também desejamos esquecer o que não queremos. São diferentes, mas ambos fora de controlo. Controlo? Falta controlo. Como controlar?
….

PROVE

só lamento não ter tido conhecimento disto há mais tempo

PROVE
http://prove.com.pt/

Capsicum

malaguetas

Where does it come from? This quest? This need to solve lifes mysteries when the simpliest of questions can never be answered. Why are we here? What is the soul? Why do we dream? Perhaps we would be better off not looking at all. Not delving. Not yearning. But that’s not human nature. Not the human heart. That is not why we are here. Yet still we struggle to make a difference. To change the world. To dream of hope. Never knowing for certain who we’ll meet along the way. Who, among the world of strangers, will hold our hand. Touch our hearts. And share the pain of trying.
Mohinder
Heroes, How To Stop An Exploding Man

Junho começou com Marrocos. Começou antes, mas não contou. Foi com o Nouradine e o Abdelhaq, já em Junho, que nos começámos a sentir em nossa casa, em casa deles. Estranha-se o princípio. O território está por explorar e ainda não sabemos que somos todos iguais. Quem és tu? Eu não estou aqui, por mim protegido de tudo. E no entanto, ali estávamos, estivemos, todos, à mesa. Nós e a tagine. A nossa tagine. As nossas mãos.

Tagine com Nouraddine e Abdelhaq

Este Marrocos foi também o do Rachid. Esquecido em Tighassaline, perdido de todos, à procura do mundo e o mundo sempre ali. Sempre diferente, esse mundo, que pára e arranca como se ali nos pudéssemos perder ou, pior, encontrar. Ali nos juntámos, todos, à mesa. Nós e o couscous. O nosso couscous. As nossas mãos. O nosso serão.

Serao em casa do Rachid

Foram eles que fizeram Marrocos.

(drafts)

dilema

este blog vive o dilema

não sabe

o que escrever para os outros

o que escrever porque os outros

o que escrever sem os outros

(drafts)

Para escrever um bom romance consta que é preciso uma boa história. Não é de estranhar, por isso, que não exista um bom romance com uma má história. Há, isso eu sei, boas histórias sem romance. Uma boa história não dá, necessariamente, um bom romance.

(drafts)

The young Cohen’s signature tune was Suzanne. He once called it “journalism”, as the details were drawn from life in Montreal. Suzanne was a friend, Suzanne Verdal, who really did serve him tea and oranges in her loft by the river. Cohen wrote the line “I touched your perfect body with my mind” because she was married to a friend of his.

(drafts)

recomeço

Este blogue acaba todos os dias sem nunca recomeçar. Parece-me estranho que assim aconteça. Se não recomeça? como pode acabar? todos os dias? Ou, como pode acabar todos os dias sem recomeçar. Mas não é. Não é estranho. Acabo de ver o Gran Torino, um filme que já todos viram. Acreditem, já todos viram este filme. É a história de um homem acabado. Nada mais. É uma história que não recomeça.

hummus

A primeira vez que comi hummus foi em Moçambique. O Alex era mecânico (a história é conhecida) e amigo do meu amigo. Encurtámos a relação, mas não o suficiente para que deixasse de ser o amigo do meu amigo. Hoje em dia ninguém é amigo de ninguém (só eu e o meu amigo), mas o hummus ainda resiste.

A receita deste veio do Desert Candy e não tem que enganar. É só seguir a receita até à oficina do Alex.

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