Santinha, não percebo o porquê de tanta revolta nos comentários ao que escreveste. Eu gostei e, atirem-me pedras de calçada, concordei. Dizem que quem não sente não é filho de boa gente, mas eu tenho cá p’ra mim que quem sente daquela forma também vai pelo mesmo caminho. Vale que tu não te deixas ficar.
Antes de mais, quem fala de toda a gente acaba por não falar de ninguém. Claro que nos podemos revoltar por uma questão corporativista, ou por questões de princípio, ou só naquela, mas, neste caso, custa a pegar. Depois, eu já tive a minha quota parte de mulheres a queimarem todos os homens do mundo com palavras, quando era eu a única chama que queriam ver consumida, para que me possa sentir atingido pelo que escreveste. Eu percebo que não estavas a falar de mim (até podes vir dizer que estavas que, para mim, é completamente indiferente) e por isso só me consegui rir, ficar bem disposto, e não senti ponta de revolta. Até tentei. Li duas vezes, talvez três, mas não consegui, desisti, e, na ânsia de me revoltar com alguma coisa, dei por mim a ler os marretas. Hoje em dia já só o humor me desperta cavados sentimentos de indignação.
Lindo. Acho que o teu post diz tudo, ou quase tudo, porque só peca, um bocadinho, pouco, por defeito. Devia dizer mais, pouco mais. Falta-lhe, a meu ver, um minúsculo detalhe, coisa de pormenor, incluir as mulheres. Tens noção da quantidade de vezes que os homens dizem que as mulheres são todas… iguais? Eu, sempre que oiço alguém a dizer que os homens são uns sacanas da pior espécie tenho a tendência a, noutros moldes, pensar o mesmo das mulheres. Durante o resto do tempo não penso muito nisso e aproveito para pedir mais uma imperial. No final de noite, invariavelmente, acabo por ir de taxi para casa.
A Afrodite e a Ariel é que têm razão. Nestes assuntos ou se ande à estalada ou então se mude esse discurso e se admita que as relações são mesmo assim fugazes e que não há culpados. Digo eu.
Quer dizer… dizem elas…
As mulheres não são todas iguais. Os homens não são todas iguais.
Há história recorrentes. Mas isso é a vida. São as pessoas.
Não há pessoas iguais.
nem há histórias iguais
e já que citar letras de canções é matéria recorrente:
“But nobody wants to hear this tale
The plot is clichéd, the jokes are stale
And baby we’ve all heard it all before
Oh I could get specific but
Nobody needs a catalog
With details of love I can’t sell anymore”
ora bolas que me esqueci de deixar o nome no comentário anterior. não falava só deste blog. Já citei muitas vezes músicas. já muitas vezes a responta pronta na ponta da língua eram as palavras dos outros (nunca cheguei a declará-las. já bastava estarem-me a fazer de tontinha. não ía ainda pôr-me a disparar letras de músicas). e estou a começar a ficar preocupada. a maioria das respostas sai-me na voz da fiona ou da aimee. chiça, isto deve andar mesmo a correr-me mal. ;)
:) olha… eu gostei.