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Não o conheço. Nunca o vi no palco. Sei, mais ou menos, quem é. Até já poderei ter visto uma foto ou outra, mas não me recordo. Ele existe. Acredito. Eu, nesta instável existência, encontro nele algum equilibro. A voz preenche-me. Invejo-a. Delicio-me. Ouvi-lo dizer este poema de Ruy Belo é transcendental, penetrante.
Luís Miguel Cintra ganhou o Prémio Pessoa 2005.