Há-de aparecer
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Quando pensava que não haveria, no mundo, pior do que eu eis que, hoje, voltei à migração.
Não sabem do meu passaporte.
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Quando pensava que não haveria, no mundo, pior do que eu eis que, hoje, voltei à migração.
Não sabem do meu passaporte.
Olá Tiago!
Já dei uma olhadela nas fotografias e ADOREI.
Mas sabes uma coisa? Senti a falta de uma…daquela que, para os meus sentidos, ainda é uma chuva intensa. O mercado municipal, ou feira municipal, não sei qual é a designação que usam ai.
ADORAVA o mercado, os cheiros intensos de fruta madura e de peixe seco, a amálgama de cores misturadas nas bancadas e nas roupas coloridas dos africanos, o bulício de fundo (intenso). Se, um dia me privarem de praticamente todos os meus sentidos deixando apenas um, tenho a certeza que consigo identificar o mercado africano, a quilómetros de distância.
Quanto ao passaporte há-de aparecer. É a partir do caos que surge a organização “sooner or later”, pior é viver no perfeito caos com uma aparente imagens de total desorganização, e assim vamos nós por cá!!!
Fica Bem
Errata:
Onde se lê “total desorganização” deve ler-se: total organização.
O meu consciente, nunca me deixa mentir!!!!
Fica Bem
Ana, não desesperes. Hei-de meter aqui uma foto do mercado. Cheiros incluídos.
Há uns dias tive a minha primeira chuva intensa com o céu rasgado por relâmpagos como não há em Portugal. Assustadoramente maravilhoso.
Desde já obrigada pela foto.
Não sei porque guardo este tipo de lembranças, mas na verdade guardo !!!
Em casa, continuo a surpreender os meus pais, sempre que lhes relato as minhas recordações. Primeiro porque pensam que era demasiado pequena para reter tanta informação e segundo porque, tenho a certeza, que a feira não era o local que lhes despertasse interesse.
As trovoadas são fantásticas, ainda hoje adoro olhar o céu quando troveja, despertando nos outros (os que não gostam) algum espanto. Em Angola, quando havia tempestades, o dia dava, muitas vezes, lugar à noite e a única luz rasgada em vários locais, simultaneamente, no horizonte eram os relâmpagos.
Quando associado a uma trovoada havia chuva era sempre intensa mas de curta duração. No dia seguinte, a terra ressequida quebrava como a côdea da broa e quando levantava esses pedaços de terra, encontrava uma infinidade de plantas a germinar e uma boas centenas de uns bichinhos vermelhos (tipo veludo vermelho) que eu carinhosamente transportava para casa, para grande aflição da minha mãe.
Por isso, quase consigo adivinhar o que se sente quando se enfrenta uma trovoada tropical;)
Ana, estás a precisar urgentemente de passar por cá… :)
Falta-me CORAGEM!!!
Falta-me coragem para olhar para as crianças com fome, abandonadas, mutiladas… Falta-me coragem para assistir à degradação geral das condições de vida, da maioria das pessoas.
Neste momento só iria em serviço humanitário! Quem sabe…??? encontro um pouco de tempo no meio das minhas aulas, da faculdade, do doutoramento e vou fazer algo de útil na vida :)