Despedidas
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Se tinha de ser, foi assim. Desde quinta-feira em almoço e jantares maningue nices. Deixei de gostar de dizer “até já”. Qualquer despedida tem de ser para sempre, sempre na certeza que amanhã é outro dia. Sim, continua, sei que não é possível recomeçar do zero, mas um novo dia é uma oportunidade e as oportunidades só são aproveitadas por quem diz “adeus” e não “até já”.
Eu disse, e passei a dizer, “até à próxima” ou “até qualquer dia”. Não sei dizer adeus, e aqueles que contam voltam sempre a encontrar-se.
Snowie (depois de me teres dito “até à próxima” já me sinto no direito de te dimiuir o nome), os que contam voltam sempre, mesmo com “adeus”. Os que partem, contudo, sem um “adeus”, nunca conseguem sair. E ficar preso é meio caminho para não agarrar as oportunidades, muitas vezes, para não as conseguir ver. Também eu digo “até à próxima” ou “até já”, mas há alturas em que temos de dizer “adeus”, sempre na certeza que “aqueles que contam voltam sempre a encontrar-se”.