Nós não tínhamos nenhum tipo de inocência quando começámos a nossa relação. Nunca tivemos. Não faz parte dos amantes.
Tínhamos uma, talvez. Afinal, talvez, novamente porque a nossa relação sempre foi feita de dúvidas e nunca de certezas, ninguém sobreviva sem um pouco de candura, mesmo que aparente.
Criámos o mito do toda a verdade e nada mais que a verdade. Era esse o nosso grito de inocência. Mais importante que tudo seria a verdade. Para quem tinha começado com uma mentira a verdade era o nosso oxigénio e o que nos mantinha acima de água. Flutuávamos sobre a vida não com um manto mágico, mas com a enigmática verdade.
(…)
a verdade ou a mentira… as relações… ui, tanto a esconder ou revelar…