livros meus
Tags: Livros
São várias as razões que me levam a pensar que nunca serei escritor. A primeira razão, mas talvez a menos importante nestas coisas de lançar um livro para o mercado, é a minha escrita se situar na fronteira entre o medíocre e o sofrivel. A segunda razão, e esta sim, fundamental, prende-se com o facto de eu começar os livros pelo fim e acabá-los sem chegar ao início. É como se não chegassem a ver a luz do dia. E não chegam. Mote, enredo e um título é quanto baste para o meu projecto de livro ter início, meio e fim.
O meu primeiro livro surgiu depois de ter assistido ao suícidio de alguém. Mote dado. A diferença entre “assistir ao suicídio” e “assistir o suicídio” pode parecer de gigante, mas, no momento, esbate-se à velocidade a que a vida se esvai. Assistimos. Mais nada. Neste romance, a personagem principal, Tiago, 100% fictícia, fica obcecado pela vida de quem se matou. Depois desse encontro furtuito no tabuleiro da ponte 25 de Abril a aventura segue para o funeral do sujeito, do indivíduo, do suicida. A partir daí desenrola-se a trama e o drama dos outros. Porque, na vida, o drama é sempre dos outros. Porque, na realidade, o drama é sempre nosso. O título: à procura de nada.
Bem, de facto, deixaste-me a pensar com essas ideias temáticas para escreveres um livro. É bastante dramático, mas aposto que poderia ser bom até!
força! :)
come antes uma peça de fruta. areja que isso passa-te. há coisas sérias demais. sabes o drama de uma bela jovem que ficou com filhos para criar só porque o marido, também ainda jovem, decidiu parar o carro para se estatelar no Tejo? não há interesse em escrever isto. são histórias que existem. come antes a maçã
gostava de ler um texto teu sobre uma gaja da estónia, 1,80 m, 88-60-90, poliglota e com muita vontade de viver. teria de calçar e vestir o 37.
Já agora, achar que poderia ter entre os 22 e os 25 anos? Força nisso!
gostava de ler um texto teu sobre uma gaja da estónia, 1,80 m, 88-60-90, poliglota e com muita vontade de viver. teria de calçar e vestir o 37.
Já agora, achas que poderia ter entre os 22 e os 25 anos? Força nisso!
“Tá bem, mas agora não porque eu estou aqui a conversar com este gafanhoto gigante chamado Zé António.”
Tem mesmo de ser da Estónia?
O grande Zé Kipling chamava-lhes um figo. Pensa só no que faria o Kim, já homem, a passear na Estónia. Transpunha logo o ideário da Grande Jóia Britânica para a beleza nordica e, de certeza, jorrava obra. Tunga. Com um toque de espionagem (o Kim obrigaria), até lhe davas um tom a Le Carré. Best seller, sem dúvida
convenceste-me. Agora é trabalhar e pesquisar muito… pesquisar é fundamental. As coordenadas estão dadas. 88-60-90 Vou fazer-me à estrada e meter mãos ao trabalho porque alguém tem de meter mão nisto. tou que nem posso
[…] Uma pesquisa rápida é suficiente para perceber que Kim terá turtuosos desafios pela frente. A estónia não é um país fácil. […]