Abalei sem companha para o Chiado um bocado desensofrido por causa da cirurgia – nada de grave nem nada que me tivesse deixado esbornecado. Com a invernia que estava, e ainda está, fiquei um bocado repeso de andar por ali de trás para a frente por causa da maleita. Acabei por ficar solado num café da zona a estafonar alguns euros que me ajudassem no esquenturamento do corpo e me permitissem, infundido, ler o livro comprado na FNAC. Perto da 20h30, já com mais síria, fui para a porta do São Luiz arrelampado com a quantidade de pessoal que por lá estava. Tinha terminado o EACE e estava o Mexia de saída com a parança do costume. Aos poucos foi chegando a minha companha e ali ficámos um bocado no parodim espanhol até estarmos todos. Entrámos e lá ficámos quedos durante toda a peça. No final mais um pouco de treco treco, meio gato malhado e separámo-nos sem direito a bocanço. Nada que me deixe banzado. Estou-me rintando.
(No são Luiz está em cena a peça de José Luis Peixoto na qual, dizem, se pretende reflectir sobre a esperança e a vontade diária de construir o amanhã. O melhor é ir ver. Até 5 de Fevereiro)
Fiquei arrelampado com a qualidade literária. Vou relê-lo com parança
gosto muito da minha cidade, mas é isto que me enerva nela. na “cidade do conhecimento” ou “cidade dos estudantes” é sempre possível buscar a tradução das palavras a negrito. ver a peça é que já é mais complicado. em coimbra não é frequente encontrarmos alguma coisa de jeito para fazer.
[…] pelo caminho, a recordar algumas imagens e cheguei a casa para ler o comentário da glory. Olha, tá giro, pensei. Por outros acasos e coincidências, que a esta prosa não interessa, não […]