{"id":850,"date":"2005-12-22T12:16:34","date_gmt":"2005-12-22T12:16:34","guid":{"rendered":"http:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/?p=850"},"modified":"2005-12-22T12:26:54","modified_gmt":"2005-12-22T12:26:54","slug":"acasos-e-coincidencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/acasos-e-coincidencias\/","title":{"rendered":"acasos e coincid\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p>Nunca sangrei uma l\u00e1grima a ver um filme.<\/p>\n<p>Ontem, recordei-me desse facto, t\u00e3o perto que l\u00e1 estive. Resisti estoicamente e fui-me deitar. Nestas altura o melhor \u00e9 fingir que nada aconteceu e que nem esteve para acontecer. Agora, que escrevo acerca de <strong>acasos e coincid\u00eancias<\/strong>, voltei a lembrar-me disso mesmo. N\u00e3o das l\u00e1grimas, que n\u00e3o interessam muito ao tema, mas do filme. O companheiro amigo palha\u00e7o, actor principal de uma hist\u00f3ria de amor, num momento em que o filme atinge um cl\u00edmax, atira uma p\u00e9rola ao ar: &#8220;When I think of why I make pictures, the reason that I can come up with just seems that I&#8217;ve been making my way here. It seems right now that all I&#8217;ve ever done in my life is making my way here to you.&#8221; <\/p>\n<p>(dois minutos para respirar e voltar a ler a frase)<\/p>\n<p>Estava a brincar em rela\u00e7\u00e3o ao cl\u00edmax do filme. Esta foi a parte c\u00f3mica. N\u00e3o chorei e s\u00f3 n\u00e3o me ri por um mero acaso, mais um. Palha\u00e7adas destas tamb\u00e9m eu consigo dizer assim de repente, pensei, sem sequer precisar de trabalhar muito nisso. E digo. Depois rio-me e ela tamb\u00e9m se ri, diz que gosta da minha poesia barata, ou qualquer coisa do g\u00e9nero que n\u00e3o me dignifique muito, e eu insisto com um &#8220;verdaaaaadee&#8230;. \u00e9s o meu destino&#8221; enquanto lhe roubo mais um beijo.<\/p>\n<p>(isto de &#8216;roubar um beijo&#8217; foi s\u00f3 para quem duvidava que eu conseguisse dizer ou escrever parolices&#8230;)<\/p>\n<p>Nem o homem nem a mulher podem ser insens\u00edveis a palha\u00e7adas lamechas com estilo. A mim falta-me o estilo, mas n\u00e3o sou insens\u00edvel. Rio-me sempre. <\/p>\n<p>Os <strong>acasos e coincid\u00eancias<\/strong> existem e, permitam-me o desabafo, ainda bem. N\u00e3o tenho qualquer d\u00favida que encontrei as pessoas mais interessantes que conhe\u00e7o por um mero acaso. E, permitam-me mais uma vez, tamb\u00e9m j\u00e1 tive as mais felizes coincid\u00eancias, mas, independentemente da nossa vida ser fruto do acaso, que \u00e9, seja tolo quem julga poder controlar o seu destino. Seja! E s\u00f3 o apaixonado se lembra de atribuir especial valor ao acaso e de agradecer ao destino ter encontrado o seu sonho de vida. O destino n\u00e3o se agradece, vive-se. E acontece. O destino acontece. O sonho, esse grande patife, \u00e9 um mito.<\/p>\n<p>Seja!<\/p>\n<p>Eu, pelo que me toca, fico satisfeito por nunca ter chorado num filme. Todas as l\u00e1grimas s\u00e3o preciosas quando se chora o amor de uma vida. Mesmo aquele que nos atinge por acaso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca sangrei uma l\u00e1grima a ver um filme. Ontem, recordei-me desse facto, t\u00e3o perto que l\u00e1 estive. Resisti estoicamente e fui-me deitar. Nestas altura o melhor \u00e9 fingir que nada aconteceu e que nem esteve para acontecer. Agora, que escrevo acerca de acasos e coincid\u00eancias, voltei a lembrar-me disso mesmo. N\u00e3o das l\u00e1grimas, que n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[223],"class_list":["post-850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arrecadacao","tag-poesia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}