{"id":657,"date":"2005-11-28T17:17:00","date_gmt":"2005-11-28T16:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/?p=657"},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-29T23:00:00","slug":"paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/paris\/","title":{"rendered":"Paris"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear:both;\"><\/div>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.putfile.com\"><img decoding=\"async\" alt=\"Hosted by Putfile.com\" src=\"http:\/\/x11.putfile.com\/11\/33109483366.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\">\n<table id=\"table1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"390\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"justify\">Ontem voltei a passear pelas ruas de Paris com a Ana e o Rui tal como fizemos em Maio do ano passado. Passeei porque em Abril volto l\u00e1. Passeei sozinho porque, dessa viagem a tr\u00eas, guardo com especial cuidado um momento que ficou s\u00f3 comigo.<\/p>\n<p>O metro de Paris \u00e9 igual a qualquer outro metro do mundo. \u00c9 de 1900, pode ser mais antigo que a generalidade dos outros metros do mundo, mas l\u00e1 tamb\u00e9m entramos numa esta\u00e7\u00e3o e sa\u00edmos noutra. \u00c9 o metro, n\u00e3o tem nada de mais e, normalmente, a hist\u00f3ria \u00e9 t\u00e3o curta e desinteressante quanto isso. <\/p>\n<p>Nesse metro, n\u00e3o sei de onde v\u00ednhamos nem para onde nos dirig\u00edamos, fomos dos poucos a sair naquela esta\u00e7\u00e3o da qual j\u00e1 n\u00e3o me lembro o nome. Poucas particularidades retenho do ambiente que nos rodeava, do que tinha acontecido pouco antes, do que aconteceu pouco depois. <\/p>\n<p>Caminhava, na plataforma, com a Ana e o Rui, em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 rua, quando as carruagens seguiram o seu rumo tomando o mesmo sentido que n\u00f3s. Naquele lento movimento inicial, quando ainda procura ganhar balan\u00e7o, os meus olhos cruzaram-se com os de uma passageira que viajava sentada, junto ao vidro, de frente para mim. Ela fixou os olhos em n\u00f3s. Na verdade, eu olhava para ela, o Rui e a Ana seguiam o caminho com o olhar, e ela olhava para mim, para n\u00f3s, para mim, n\u00e3o duvido. Era uma rapariga bonita, mas nada mais recordo que me permita reconstituir as suas fei\u00e7\u00f5es. J\u00e1 nos olh\u00e1vamos h\u00e1 um longo segundo quando, inesperadamente, ela sorri, sorriso largo e bonito, olhos no olhos comigo. Foi um sorriso aberto, exposto, que me desarmou e ao qual me rendi. Acho que me estupidificou durante o segundo seguinte. Ela desapareceu ao terceiro. <\/p>\n<p>Foi in\u00fatil quando me virei para os companheiros de viagem e perguntei se tinham visto aquela rapariga. Foi in\u00fatil explicar-lhes. Ainda \u00e9 e duvido sequer que se recordem do que se passou. Ela olhava para mim, para n\u00f3s, s\u00f3 para mim, n\u00e3o duvido. Eu ainda olho para aquele sorriso.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"clear:both; padding-bottom: 0.25em;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem voltei a passear pelas ruas de Paris com a Ana e o Rui tal como fizemos em Maio do ano passado. Passeei porque em Abril volto l\u00e1. Passeei sozinho porque, dessa viagem a tr\u00eas, guardo com especial cuidado um momento que ficou s\u00f3 comigo. O metro de Paris \u00e9 igual a qualquer outro metro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-657","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arrecadacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/657\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}