{"id":407,"date":"2005-09-29T13:58:00","date_gmt":"2005-09-29T12:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/?p=407"},"modified":"2012-10-12T13:54:17","modified_gmt":"2012-10-12T12:54:17","slug":"kruger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/kruger\/","title":{"rendered":"kruger"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear:both;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.com\/blogue\/photos\/kruger.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>O kruger \u00e9 isto: animais fora de portas. Durante os dois dias em que conduzimos pelas estradas do parque vimos os seguintes animais: galinhas, impalas, macacos, bucks, abutres, zebras, girafas, worthogs, elefantes, rinocerontes, hipop\u00f3tamos, b\u00fafalos, avestruzes e um magn\u00edfico leopardo. Quanto a le\u00f5es, fic\u00e1mo-nos pela inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No final do primeiro dia dormimos aqui&#8230;<br \/><a href=\"http:\/\/www.treestoo.com\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.com\/blogue\/photos\/kruger05.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>e jant\u00e1mos aqui.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.com\/blogue\/photos\/kruger04.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>Restaurante portugu\u00eas, m\u00fasica de cabo verde, comida mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p>Quando, no segundo dia, o carro parou junto a um grande grupo de animais n\u00e3o fic\u00e1mos muito satisfeitos. <em>Sem gasolina, <\/em>pens\u00e1mos. <em>Temos tempo<\/em>, arrisc\u00e1mos. Afinal, o avi\u00e3o seria s\u00f3 as 21h30.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.ws\/blogue\/photos\/kruger01.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>A sorte, ou azar, ditou que fosse eu, de boleia, buscar cinco litros de combust\u00edvel. Voltei, passados 45 minutos, no jipe de um Ranger do parque para verificar que, qualquer que fosse o problema do carro, n\u00e3o era falta de gasolina. Tudo isto depois de, com o Ranger, ficar uns minutos e empurrar o carro para ver se pegava. O facto de le\u00f5es ca\u00e7arem ali na zona n\u00e3o parecia incomod\u00e1-lo. Eu pensei: <em>ele \u00e9 ranger. ele sabe o que faz. le\u00f5es? dois dias e n\u00e3o vimos nenhum&#8230; qual a probabilidade de um deles surgir de mansinho e querer trocar dois dedos de conversa?..<\/em>. O carro n\u00e3o foi muito longe connosco a empurrar.<\/p>\n<p>O avi\u00e3o, para todos os efeitos, continuava a ser as 21h30.<\/p>\n<p>Com o jipe, pux\u00e1mos o carro at\u00e9 Crocodile Bridge, uma das portas de entrada no parque, e, que nem marujos, prendemos as amarras e, de um salto, fic\u00e1mos a respirar novo ar. Terra firme. Fora do carro, fech\u00e1mos as portas com estrondo para reparar que a chave tinha ficado na igni\u00e7\u00e3o. C\u00e1 fora, n\u00f3s e um telem\u00f3vel no bolso. Terra firme? De repente tudo \u00e0 volta se transformou num imenso p\u00e2ntano de areia movedi\u00e7a. Quando mais nos mex\u00edamos mais nos enterr\u00e1vamos.<\/p>\n<p>O ranger, her\u00f3i da estirpe de <a href=\"http:\/\/www.sonypictures.com\/tv\/shows\/walker\/\"><em><em>Cordell Walker<\/em><\/em><\/a>, apercebendo-se do amadorismo com que lidavamos com a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o hesitou e lan\u00e7ou-se de cabe\u00e7a na busca de ferramentas que o ajudassem a abrir a porta. Dez minutos volvidos e rodeavam o carro meia d\u00fazia dos mais conceituados arrombadores de portas do Kruger Park. Um aut\u00eantico festim. 45 minutos depois est\u00e1vamos na posse das nossas malas, passaportes, maquinas fotogr\u00e1ficas e dinheiro para os copos.<\/p>\n<p>O avi\u00e3o, esse, continuava as 21h30. N\u00f3s continu\u00e1vamos sem carro e a nossa boleia estaria a caminho de Maputo para nos levar ao aeroporto. Confirm\u00e1mos a hora do voo. 20h30. As boas not\u00edcias n\u00e3o paravam de chegar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.ws\/blogue\/photos\/kruger02.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>Cada vez mais enterrados no p\u00e2ntano em que t\u00ednhamos entrado, fomos para a esplanada gastar rands e observar p\u00e1ssaros. Duas horas de pura adrenalina. O resto da hist\u00f3ria n\u00e3o tem grande interesse. Foram v\u00e1rias latas de cerveja e duas garrafas de Amarula. Conseguimos passar a fronteira. Cheg\u00e1mos ao aeroporto e apanh\u00e1mos o avi\u00e3o. No caminho, pedimos ao Fred a Ana Rita que nos levassem as malas e ao Carlos que l\u00e1 fosse deixar o port\u00e1til. No avi\u00e3o, sent\u00e1mo-nos por tr\u00e1s do Eduardo e do Gon\u00e7alo e viemos a viagem toda a conversar.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pinhal.ws\/blogue\/photos\/polana.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>Para quem tinha acordado a pensar em dar uns mergulhos na piscina do Polana durante a tarde, o dia tinha-se revelado ligeiramente diferente.<\/p>\n<div style=\"clear:both; padding-bottom: 0.25em;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O kruger \u00e9 isto: animais fora de portas. Durante os dois dias em que conduzimos pelas estradas do parque vimos os seguintes animais: galinhas, impalas, macacos, bucks, abutres, zebras, girafas, worthogs, elefantes, rinocerontes, hipop\u00f3tamos, b\u00fafalos, avestruzes e um magn\u00edfico leopardo. Quanto a le\u00f5es, fic\u00e1mo-nos pela inten\u00e7\u00e3o. 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