{"id":2550,"date":"2007-09-04T16:16:26","date_gmt":"2007-09-04T15:16:26","guid":{"rendered":"http:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/index.php\/2550\/2007\/09\/04\/por-um-salgado-genuino\/"},"modified":"2007-09-04T16:16:26","modified_gmt":"2007-09-04T15:16:26","slug":"por-um-salgado-genuino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/por-um-salgado-genuino\/","title":{"rendered":"por um salgado genu\u00edno*"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1094\/1321998462_31a298cb12_o.jpg\" width=\"100\" height=\"75\" alt=\"Croquete\" \/> Digam o que disserem, o salgado \u00e9 portugu\u00eas. Croquete inventado na Holanda? N\u00e3o tarda espalham o boato que a chamu\u00e7a vem da \u00edndia quando toda a gente sabe, contaram-me que sim, que a sua origem \u00e9 dali, algures, do Martim Moniz. Todo o salgado, mas em particular alguns em especial (que s\u00e3o v\u00e1rios, os salgados, assim no plural como no singular), s\u00e3o portugueses e o portugu\u00eas que \u00e9 portugu\u00eas gosta deles. O t\u00edpico portugu\u00eas de camisa aberta e pelos no peito, eu, gosta do seu salgado. <\/p>\n<p>Quem \u00e9 que chega ao balc\u00e3o e pede uma mini sem um pastel de bacalhau? Eu n\u00e3o! Fa\u00e7o mais e diferente: primeiro pergunto se tem pastel de bacalhau e s\u00f3 depois avan\u00e7o para a mini a acompanhar. O salgado faz parte dos costumes e, tal como o Eus\u00e9bio, o fado ou o tremo\u00e7o, deveria ser um s\u00edmbolo nacional. O problema? Portugal anda a tratar mal os seus salgados (agora plural) e isto merece um veemente protesto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1337\/1321998768_0df71bbf0e_o.jpg\" width=\"125\" height=\"105\" alt=\"Chamu\u00e7a\" \/> Quem \u00e9 que, hoje em dia, chega a um caf\u00e9 e pede um pastel de bacalhau na ilus\u00e3o de encontrar bacalhau? Ningu\u00e9m! O pastel de bacalhau, neste momento, \u00e9 o melhor substituto do palito tantas s\u00e3o as espinhas que l\u00e1 se encontram. O rissol de camar\u00e3o, por exemplo, (e n\u00e3o \u00e9 preciso ir mais longe) foi preciso chegar a Mo\u00e7ambique para perceber que h\u00e1 riss\u00f3is que, inclusivamente, t\u00eam camar\u00e3o l\u00e1 dentro. Parecendo que n\u00e3o, faz diferen\u00e7a. Eu fico nervoso s\u00f3 de pensar que a chamu\u00e7a, hoje em dia, nem sequer \u00e9 picante. N\u00e3o vos enerva? Andam a\u00ed uns meninos que n\u00e3o gostam de picante, deve doer na boca, e quem sofre s\u00e3o os outros.  <\/p>\n<p>Portugal trata mal os seus salgados. Como se algu\u00e9m acreditasse que o turismo de pastelaria consegue sobreviver com uns travesseiros da piriquita e uns pasteis de bel\u00e9m. N\u00e3o! N\u00e3o consegue! <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1220\/1321998620_3229001303_o.jpg\" width=\"88\" height=\"66\" alt=\"Folhado de Salsicha\" \/> O turismo de pastelaria sem salgados de qualidade n\u00e3o vai longe, n\u00e3o vai a lado nenhum. Turista que chega a uma pastelaria arrisca-se, na melhor das hip\u00f3teses, a pedir um folhado de  salsicha manhoso. Depois algu\u00e9m lhe diz: &#8220;ah, mas por c\u00e1, tamb\u00e9m h\u00e1 disto, mas em bom. Esta salsicha est\u00e1 um bocado ressequida, pois, mas&#8230;&#8221;, mas ningu\u00e9m sabe onde, ningu\u00e9m sabe quem \u00e9 que anda a tratar bem os nossos salgados. Eu n\u00e3o sei!, e j\u00e1 ando cansado e gordo demais de tanto procurar.<\/p>\n<p>*(com a inestim\u00e1vel ajuda de dois grandes companheiros e apreciadores do salgado genu\u00edno, <a href=\"http:\/\/trintaetal.blogspot.com\/\">este <\/a>e este)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Digam o que disserem, o salgado \u00e9 portugu\u00eas. Croquete inventado na Holanda? N\u00e3o tarda espalham o boato que a chamu\u00e7a vem da \u00edndia quando toda a gente sabe, contaram-me que sim, que a sua origem \u00e9 dali, algures, do Martim Moniz. 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