{"id":1215,"date":"2006-03-13T12:54:37","date_gmt":"2006-03-13T12:54:37","guid":{"rendered":"http:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/?p=1215"},"modified":"2006-03-13T12:58:52","modified_gmt":"2006-03-13T12:58:52","slug":"presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/presente\/","title":{"rendered":"presente"},"content":{"rendered":"<p><em>N\u00e3o sei o dia de amanh\u00e3. Daqui a um m\u00eas?, um ano? Quem sabe&#8230;?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o sei se o segredo da vida \u00e9 viver o presente. Se \u00e9, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A maior parte do tempo vivemos presos a um passado, que gostavamos de recuperar, ou \u00e0 espera de um futuro, que esperamos mais risonho. O presente raramente existe por si s\u00f3. Em Mo\u00e7ambique o Carlos disse-me que uma das li\u00e7\u00f5es que trouxe da \u00cdndia foi a preocupa\u00e7\u00e3o em viver o presente. As mesmas palavras que ontem ouvi de uma sobrevivente dos atentados de 11 de Mar\u00e7o em Espanha. Viver o presente. Sem drama. Sem medo. <em>N\u00e3o sei o dia de amanh\u00e3.<\/em> Este presente, o presente dos outros, para quem vive para um futuro, pode ser de uma crueldade lancinante, mas n\u00e3o deixa de ser a \u00fanica forma de estar. O presente n\u00e3o tem rede que nos proteja. O presente n\u00e3o tem o conforto das mem\u00f3rias do passado nem das expectativas futuras. \u00c9 cru. \u00c9 verdadeiro. <\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique temos mais tempo para tudo. Em Mo\u00e7ambique temos mais tempo para trabalhar, mais tempo para pensar, mais tempo para viver. Em Mo\u00e7ambique temos mais tempo para o presente, basta escolher qual. O segredo tem de ser viv\u00ea-lo. Como em Portugal. Como em Espanha. O tempo n\u00e3o \u00e9 o mais importante.<\/p>\n<p>Escreveu o <a href=\"http:\/\/kuhluvuka.blogspot.com\/\">Fernando<\/a> que <em><a href=\"http:\/\/kuhluvuka.blogspot.com\/2006\/02\/escrever-escrevendo.html\">o dia de hoje \u00e9 uma d\u00e1diva por isso \u00e9 que lhe chamam o presente<\/a><\/em>. N\u00e3o vou t\u00e3o longe. Eu escrevo que este presente \u00e9 meu. S\u00f3 isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei o dia de amanh\u00e3. Daqui a um m\u00eas?, um ano? Quem sabe&#8230;? N\u00e3o sei se o segredo da vida \u00e9 viver o presente. Se \u00e9, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A maior parte do tempo vivemos presos a um passado, que gostavamos de recuperar, ou \u00e0 espera de um futuro, que esperamos mais risonho. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[235],"class_list":["post-1215","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arrecadacao","tag-mocambique"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1215\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiago.pinhal.com\/blogue\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}