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O poeta é um fingidor?

quando todos se
encontram
quem é que se vê
?

às vezes pergunto-me para onde foste

continuo a ver-te, mas não sei onde estás

Nós não tínhamos nenhum tipo de inocência quando começámos a nossa relação. Nunca tivemos. Não faz parte dos amantes.

Tínhamos uma, talvez. Afinal, talvez, novamente porque a nossa relação sempre foi feita de dúvidas e nunca de certezas, ninguém sobreviva sem um pouco de candura, mesmo que aparente.

Criámos o mito do toda a verdade e nada mais que a verdade. Era esse o nosso grito de inocência. Mais importante que tudo seria a verdade. Para quem tinha começado com uma mentira a verdade era o nosso oxigénio e o que nos mantinha acima de água. Flutuávamos sobre a vida não com um manto mágico, mas com a enigmática verdade.
(…)

É possível viver sem memória?

E se um dia acordarmos?

Quão importante é o tipo de peso que se utiliza para equilibrar a balança?

Se não me compete julgar, compete-me perdoar?

Sou cliente do ciberdúvidas desde há vários anos. Consulto. Pergunto. Nunca me deixaram mal. Pagaria para poder aceder, mas registo com agrado que, primeiro, irá continuar, segundo, grátis. Para todos.
José Mário Costa agradece ao abrupto. Eu também.

Este fim de semana vou rever alguns amigos.

Vou estar aqui.

Vou de olhos postos na estrada, sem dúvidas.

Surgiu à tarde, em conversa: a morte, a nossa morte, ensina-nos a viver?

Porque é que as grandes capitais italianas, Roma e Milão, estão com tantas promoções nas agências de viagens?

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