Faz amanhã um ano que ele escreveu o último dos sete posts que tem no blogue. Foi blogue de pouca dura. Face ao seu muito apreciado “discurso circular” e sabendo-o leitor assíduo de blogues, uns maus e outros dramáticos, estou certo que o seu regresso, tal como o seu fim, sobrevirá. Faz parte do discurso circular. Até esse dia, o do regresso, o privilegiado sou eu, não só pelo prazer da companhia, não só pelo que não quero aqui escrever, mas também por ele (e ela) me deixar adormecer a qualquer dia, a qualquer hora, em qualquer canto da casa, como se fosse eu que mandasse naquilo. Se fosse eu verdadeiramente a mandar, metia-lhe uma piscina!
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O Ciclone Gamede começa a aparecer em nota de rodapé:
A second storm, Cyclone Gamede, was just north of Madagascar on Friday and forecasters said it was possible it would lash the same area of Mozambique on Sunday.
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Cada homem é sofisma
bem engendrado.
Graças aos seus devaneios
esgueira-se dos biltres
nos braços delas.
José Craveirinha
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africana. Banzo. Nostalgia mortal, dos negros de África, pelo seu país e cultura.
Um diferente morrer de amor.
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Pela primeira vez, e única até hoje, senti a falta da minha máquina fotográfica. Quando vim em Janeiro decidi não a trazer. Mais do que forçada, foi uma opção consciente. Não levo. Desde que cheguei as fotos não me faltaram e ganhei um pouco da liberdade que a máquina me tirava. Mas hoje, hoje precisava de ter registado aquele momento. Era simples, tão simples.
É fácil cair na nostalgia dos bons momentos. Eu sei que os maus momentos não a trazem, mas, ainda assim, deixem-me dizer: dos bons momentos. é fácil, mas é um erro. o blogue, os blogue, ou, neste caso, o blogue, não nos permite esquecer. é a essa memória que nos agarramos, à nostalgia dos bons momentos, para seguir em frente. é um erro, mas necessário.
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Chega a uma altura em que temos de fazer pela vida porque, por muito que aqui possa parecer, nós não ficámos mais bonitos. Moçambique engana…
No jogo de ténis, ontem, num encontro há muito esperado, cilindrei o Luis, no primeiro set por uns incontestáveis 6-3. No segundo set, libertado que estava the giant within, ele chegou aos 5-0, um resultado muito contestado por quase todos os que assistiam ao jogo (àquela hora já só éramos nós os dois). Naquele momento em que as bancadas aplaudiam a vitória antecipada do Luis, quando já ninguém acreditava que eu pudesse ganhar, parei, concentrei-me, avancei destemido e… perdi. Só posso dizer que, se o grande filme dos últimos anos, Rocky Balboa, já cá estivesse a história teria sido outra. Provavelmente, em vez de ténis tínhamos ido ao cinema. Impõe-se dizer que, embora o Luis quisesse continuar, decidi não jogar outro set para poder acabar o post aqui.
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