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obrigado

Ontem, hoje, quinta, foi o dia da espiga.

Há muito tempo que, para mim, deixou de existir este dia, mas hoje voltou. Hoje lembrei-me de quando se colocava a espiga na porta da cozinha. Hoje lembrei-me de quando ia apanhar a espiga com a escola ou de quando a apanhava em casa da minha avó. Hoje lembrei-me de quando fazia o ramo. São memórias. Hoje tentaram vender-me um ramo de espiga, mas não comprei. Naqueles cinco segundos em que passei junto á vendedora voltei aos campos de trigo em sesimbra e fiz o meu ramo com rosmaninho, malmequeres brancos e amarelos, papoilas e folhagem de oliveira. São memórias que não se compram.

há finais felizes

para este comprei bilhete

dúvida

como se cria um momento de silêncio aqui?

Ingleses a morar em quintas isoladas em Portugal não é novidade e Robert Wilson poderia não ser mais que um nome no meio de tantos outros. Mas Robert Wilson é escritor. E Robert Wilson escreveu o Último Acto Em Lisboa, um livro que ganhou o CWA Gold Dagger para o melhor romance policial de 1999.

Gostei muito. Foi prenda da CPC. Está muito grávida…


Rita Andrade – FMH Nº0

Muda de vida

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar


António Variações

importante

o importante são as pessoas

computadores há muitos

Começa hoje a terceira vida do gato fedorento. Às 21h30 na SIC Radical.

desculpa?!

Desculpa, mas hoje já não dá.
Ela sai, resignada.
Enquanto me encontro no chão a ser pontapeado consigo ouvir alguém dizer: DESCULPAAAA?!?!

Mandarim

Na semana passada comi, pela segunda vez na vida, Pudim Mandarim.

O sabor contiunua o mesmo de há 15 anos. Acho que a embalagem também.

O meu primeiro contacto com o Mandarim deixou-me muito satisfeito. Depois de ter elogiado o pudim como sendo algo de extraordinário recebi uma resposta lacónica: ah, isso não é nada. É pudim mandarim. É muito fácil de fazer. Ah, se é fácil…

Na semana seguinte comprei um pacote do pudim do velho chines e tal foi o resultado que só agora voltei a comer. E não fui eu que fiz. Tudo continua o mesmo.

Remancha, poeta,
Remancha e desmancha
O teu belo plano
De escrever p’la certa.

Não há «p’la certa», poeta!

Mas em todo o acaso acerta
Nem que seja a um verso por ano…

No reino da Dinamarca
Alexandre O’Neill

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